24 de Maio de 2013
Instituto não aceitou o corpo, e sem atestado de óbito, família não tem como enterrar
Com os funcionários do IML (Instituto Médico Legal) em greve, um casal do Recanto das Emas, no Distrito Federal, não sabe o que fazer com o corpo de Herculano da Silva, de 77 anos, que morreu de causas naturais, em casa, às 2h desta terça-feira (25).
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A filha de Herculano, Francisca Maria da Silva, 43 anos, chamou o serviço funerário assim que encontrou o pai morto em casa. Ao chegar no IML, às 11 h desta terça-feira, ela foi informada que, em função da greve dos policiais civis do Distrito Federal, não teria como tirar o atestado de óbito.
Francisca foi orientada a levar o corpo do pai ao Hospital de Base de Brasília, para que os médicos atestassem a morte de Herculano. Mas o Hospital de Base não aceitou o corpo.
Sem saber para onde ir, Francisca e o marido, Hércules Ribeiro da Paz, foram com o corpo até o prédio da TV Record, em Brasília, para tentar encontrar uma solução para o problema.
A reportagem do R7 procurou o IML, e uma funcionária confirmou que o órgão está em greve. A repórter foi orientada a procurar a assessoria de imprensa da Polícia Civil, mas a assessoria não atende às ligações. O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal informou que, com a greve, o IML só está atendendo casos de mortes violentas, e não está atendendo óbitos de causas naturais.
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