Bruno passou mal em três dias de audiência em Contagem
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Começou, por volta das 11h desta sexta-feira (15), o sexto dia de audiência para o julgamento do sequestro e morte de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes. De acordo com o TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), sete testemunhas de defesa vão prestar depoimento no Tribunal do Júri de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte: José Carlos do Nascimento, Elizabete Mendes Soares Valério, Vander Tavares Gomes, que é policial civil, Cleunirian Conde, escrivã, Maria Cristina Bragança Efigênia de Jesus Silva e Jorge Antônio dos Santos.
Os delegados responsáveis pela investigação do caso Eliza, Edson Moreira, Wagner Pinto, Alessandra Wilker e Ana Maria Santos foram dispensados pela juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues na quinta-feira (14). Eles participariam da continuação da audiência nesta sexta, mas o promotor Gustavo Fantini pediu que os depoimentos fossem suspensos. Segundo o TJ-MG, Fantini alegou que os delegados estão sendo acusados de “praticarem determinadas irregularidades durante o processo investigatório da denúncia do crime”. As irregularidades, se comprovadas, anulariam os depoimentos dos delegados, afirmou Fantini.
De acordo com o TJ-MG, estão na sala de audiência: Bruno Fernandes, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, Fernanda Gomes Castro, Flávio Caetano Araújo, Elenilson Vítor da Silva, Wemerson Souza, o Coxinha, e o menor de idade primo de Bruno
Na última quinta (14), a empregada do sítio de Bruno, Darcy Maria Alves, e o policial civil Sirlan Verciani Guimarães prestaram depoimento. Ela afirmou que viu Eliza no sítio algumas vezes antes de deixar o local. Amigos do goleiro afirmaram que ela tinha ido viajar.
Desmaio e vômito
Na quarta-feira (13), os nove acusados de participação no crime compareceram à terceira audiência realizada no Fórum de Contagem. O goleiro Bruno voltou a passar mal, e foi levado para o Hospital Municipal da cidade. Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro, e Fernanda Gomes de Castro, amante de Bruno, também se sentiram mal.
Os três foram atendidos por uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Segundo o TJ-MG, Bruno teve uma queda de pressão. Na manhã do mesmo dia, ele já havia passado mal, mas não precisou ser socorrido.
De acordo com informações do TJ-MG, Fernanda também teve uma queda pressão e desmaiou após saber que seu pedido de habeas corpus havia sido negado pelo desembargador Herbert Carneiro. Ela também foi levada ao Hospital Municipal de Contagem.
Bruno também havia passado mal durante a audiência do dia 7 deste mês. O atleta vomitou na frente da juíza Ana Paula Lobo Pereira de Freitas, da Vara Criminal e da Infância e da Juventude de Vespasiano. No dia anterior, o goleiro havia desmaiado durante a sessão, e foi encaminhado para o Pronto-Socorro João XXIII, onde foi medicado. Uma sinusite leve foi diagnosticada.
O advogado de Bruno, Ércio Quaresma, entrou na Justiça com um pedido para que o goleiro cumpra prisão domiciliar, enquanto aguarda pelo julgamento.
Processo
No dia 30 de junho, a Polícia Civil de Minas Gerais indiciou Bruno e outros oito suspeitos pela morte de Eliza, mesmo sem a prova material do crime: o corpo da vítima. Dias depois, o TJ-MG aceitou a denúncia do MP (Ministério Público).
Além de Bruno, estão presos por envolvimento no crime o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, a amante de Bruno, Fernanda Gomes de Castro, a ex-mulher do goleiro, Dayanne Fernandes, e o primo dele, Sérgio Rosa Sales.