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publicado em 17/03/2010 às 19h11:

Começam os shows na Cinelândia
mesmo sem discurso de Cabral

Neguinho da Beija-Flor, Furacão 2000 e Fernanda Abreu já se apresentaram

Mario Hugo Monken, do R7, no Rio

As apresentações de artistas e cantores no evento "Contra a Covardia! Em Defesa do Rio!", que protesta contra a emenda que redistribui os royalties do petróleo, tirando dos cofres do Rio de Janeiro cerca de R$ 7 bilhões por ano, já começaram. Vários artistas e músicos já se apresentaram, como Neguinho da Beija-Flor, Furacão 2000 e Fernanda Abreu.

Até as 19h10, nem o governador Sérgio Cabral, nem o prefeito Eduardo Paes haviam se dirigido ao público. O palco montado na Cinelândia tem a presença de vários prefeitos de municípios fluminenses e do governador do Espírito Santo, Paulo Hartung.

Chove forte no Centro da cidade que, segundo estimativas da Polícia Militar, recebe um público entre 80 mil e 150 mil pessoas.


Uma série de shows, comandada pelo cantor Tony Garrido, vai entreter o público. Entre eles, Leandro Sapucahy, Fernanda Abreu, Molejo, Sapão, Revelação, Pixote, Gustavo Lins, Furacão 2000 (Rômulo Costa e Priscila Nocetti), Os Hawaianos, Neguinho, Alcione, Suingue e Simpatia, Sandra de Sá, Bom Gosto, Nega Gizza / Bill, Sany PitBull, Paula Sued e Pedro Luis e a Parede. As escolas de samba Grande Rio, Salgueiro, Mangueira, Portela e Vila Isabel também participarão.

Polêmica

A emenda aprovada pela Câmara dos Deputados diminui a receita dos Estados produtores de petróleo: São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

No Rio, o prejuízo será de cerca de R$ 2 bilhões para os municípios e R$ 5 bilhões para o Estado. Segundo o governador Sérgio Cabral, a mudança vai parar o Estado, que não terá mais recursos para investir em educação, saneamento, entre outras áreas que são beneficiadas pela verba proveniente dos royalties.

- Saem R$ 5 bilhões do Estado e eles têm que ser repostos. Nós vamos perder mais do que tudo que o Estado investiu em 2009, que foi cerca de R$ 4 bilhões. Tirou esse recurso, acaba o investimento. Acabou tudo. Não é exagero, não. O Estado para.

O caso ainda terá que passar por aprovação do Senado e do presidente Lula. A última alternativa é o Supremo Tribunal Federal.

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