Menina chorou e não quis falar com o profissional na delegacia da criança
Silva ouviu nesta terça-feira a psicóloga da Vara da Infância e da Juventude que atendeu a criança logo que ela foi retirada da casa da procuradora, após as denúncias de maus-tratos. O psicólogo afirmou que a profissional fez um relatório em que aponta indícios de que a menina foi agredida.
- Ela [psicóloga] tem um relatório pronto, onde há elementos que indicam alguma coisa.
O psicólogo vai relatar a conversa desta terça-feira para a delegada Monique Vidal, titular da 13º Delegacia de Polícia (Ipanema), responsável por investigar o caso. Silva defende que o relatório da psicóloga seja anexado ao inquérito.
- A delegada deve solicitar esse relatório à Vara de Infância. Se ela achar que esse documento não é suficiente, deve pedir para que eu volte a tentar falar com a menina.
Devido ao estado emocional da criança, Silva disse que terá que ser estabelecido um vínculo para conseguir algum tipo de informação. Segundo ele, seriam necessárias ao menos oito sessões.
- A criança sempre diz o que aconteceu com ela.
Entenda o caso
O Conselho Tutelar fez uma denúncia, no último dia 15, contra a procuradora de Justiça aposentada por agredir uma menina de dois anos de idade, sua filha adotiva, em um apartamento em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro.
Os conselheiros retiraram a menina do apartamento e levaram a denúncia até a polícia, que abriu inquérito para investigar o caso. Um conselheiro disse que, ao chegar ao apartamento, encontrou a menina no chão do terraço, onde vivia o cachorro. A criança foi encaminhada a uma instituição não revelada pela Vara de Infância e Juventude.
Assista ao vídeo: