Antonio Lacerda/EfeEm Ilha Grande, casas e parte de uma pousada, que estavam em área de proteção ambiental, foram destruídas pelo deslizamento
Secretária do Ambiente diz que decreto será modificado até maio
- Esse decreto existe, mas não está sendo aplicado. Estamos fazendo estudos para alterar o decreto existente e apresentar um novo ao governador.
De acordo com a secretaria, não existe nenhuma medida legal para a suspensão do decreto, apesar de haver um acordo com o conselho gestor da APA Tamoios para que mudanças sejam feitas antes da sua aplicação, o que significa que a lei não está sendo cumprida.
Os estudos para a modificação do decreto devem ficar prontos até maio. Antes disso, será feito um mapeamento de todas as áreas da região.
Nesta quarta, técnicos do Inea percorreram a Ilha Grande para cadastrar os imóveis da Ilha e identificar os pontos de risco mais eminentes.
Contra
A alteração na legislação gerou protestos de ambientalistas e do comitê de Defesa da Ilha Grande, que iniciou um abaixo-assinado pela revogação do decreto assinado por Cabral. A justificativa é que o decreto demonstra desapreço do governador pela área ambiental. Mais de 5.500 já assinaram o pedido de revogação.
O decreto também gerou protestos na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Em outubro, o deputado Alessandro Molon (PT) entrou com um projeto de decreto legislativo para sustar os efeitos do artigo que permite mais construções nas ilhas. O projeto questiona a legalidade jurídica da “canetada” de Cabral, mas ainda está sob análise na Casa.