27 de Maio de 2012
Acusado diz que não tem nada a declarar e audiência é encerrada
A defesa de Macarrão, acusado de participar do desaparecimento da modelo Eliza Samudio, afirmou que provocou um tumulto durante a audiência, na noite desta quinta-feira (11), para fazer com que o cliente não respondesse as perguntas da juíza Marixa Fabiane Lopes. Macarrão afirmou que não daria nenhuma declaração sobre o caso, e a audiência foi encerrada por volta das 22h30.
Antes de entrar na sala, os três advogados de Macarrão tiveram cerca de 40 minutos para falar com ele. O acusado se mostrou disposto a falar, mesmo contra a vontade da defesa. Ele então se sentou em frente à juíza, que começou a ler o depoimento dado por ele à polícia quando foi preso. Durante a leitura, os três advogados - Claudio Dalledone, Wasley Vasconcelos e Américo Leal – começaram a conversar alto.
A juíza pediu para que eles parassem de falar, pois estavam atrapalhando o trabalho dela. Os advogados começaram uma discussão e a juíza ordenou que eles saíssem da sala. Dalledone, neste momento, falou para Macarrão não responder a nenhuma pergunta. O réu acatou a ordem e disse que “não tinha mais nada a declarar”.
Leal revelou depois aos repórteres que acompanhavam a audiência que forçou uma confusão para que o cliente não prestasse depoimento. Dalledone também disse que vai pedir uma acareação à Justiça, mas não informou quem ele deseja que seja confrontado com Macarrão.
Nesta quinta-feira, o goleiro Bruno participou de audiência, que durou cerca de dez horas. Ele começou a falar por volta das 10h20 e prosseguiu até as 21h, com um intervalo entre 14h e 15h. Durante o depoimento, o atleta afirmou à juíza que dois jogadores “renomados” ligaram um dia antes de ele se entregar à polícia para contar que viram a modelo em São Paulo, entre os dias 11 e 12 de junho.
A Justiça deve ouvir, a partir das 8h30 desta sexta-feira (12), a ex-amante do goleiro Bruno, Fernanda Gomes Castro, e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.
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