Para Edson Moreira, Marcos Aparecido dos Santos sumiu com o corpo da jovem
Em entrevista coletiva em Belo Horizonte, Moreira afirmou que Santos tem alguns antecedentes criminais e saberia treinar cachorros, tendo como “fazer as coisas” (em referência ao depoimento dado pelo primo adolescente de Bruno de que o corpo de Eliza teria sido dado para cachorros comerem). Durante a entrevista, os policiais divulgaram a foto do suspeito.
O ex-policial é o proprietário da casa no subúrbio de Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, em que policiais da Divisão de Homicídios estiveram na quarta-feira fazendo buscas pelo corpo da jovem. No local, o Centro de Zoonozes apreendeu vários cachorros.
Ainda segundo a polícia, o ex-policial teria atado as mãos de Eliza atrás das costas e a estrangulado. Em seguida teria dito a Bruno, macarrão e ao adolescente que fossem embora porque ele iria "dar fim" ao corpo.
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Participação de Bruno
Para o delegado Moreira, o goleiro Bruno participou do crime e foi o mais frio de todos os envolvidos, tendo inclusive "bebido cerveja" enquanto Eliza era destroçada por Nenêm. As constatações foram feitas após o delegado ouvir o depoimento de Sérgio Rosa Salles Camelo, um dos primos do goleiro do Flamengo Bruno Fernandes, supostamente envolvido no desaparecimento de Eliza. Camelo é um dos sete suspeitos que teve a prisão decretada pela Justiça de Minas Gerais na quarta-feira (7).
De acordo com o relato feito por Sérgio, ao contrário do que vinha sendo dito até agora, quatro pessoas estiveram com Eliza e o filho dela – então com quatro meses – no sítio do jogador em Minas Gerais no início de junho: Bruno, Macarrão, o primo adolescente de Bruno de 17 anos, e Sérgio Rosa Salles Camelo.
No dia 9 de junho, Bruno, Macarrão e o adolescente teriam saído com Eliza e com a criança para Belo Horizonte, com o pretexto de que iriam deixá-la em um apartamento alugado por Bruno para ela. Sérgio disse que ficou no sítio esperando pelo grupo. Na volta, os três retornaram apenas com a mala da ex-amante de Bruno e teriam ateado fogo à bagagem próximo à cisterna do sítio.
Nesse ponto, ainda de acordo com o delegado, o depoimento de Sérgio contradiz ao dado pelo adolescente na manhã da quarta-feira, uma vez que o menor teria contado que Camelo também deixou o sítio com o grupo. Apesar disso, para Edson Moreira, os pontos em comum entre os dois depoimentos são tantos que eles indicam como o crime de fato ocorreu.
Para o delegado o crime foi “planejado e friamente executado”. Moreira afirmou que, com base nos depoimentos, mesmo que o corpo de Eliza não seja encontrado, a materialidade já está “indiretamente comprovada”. O goleiro nega participação no crime.