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publicado em 14/07/2010 às 17h42:

Delegado diz que não há investigação sobre envolvimento com tráfico de drogas no caso Eliza

Moreira afirmou que não investiga hipótese de jovem ter morrido por “saber demais”

Do R7

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O delegado responsável pelas investigações do caso Eliza Samudio, Edson Moreira, negou qualquer suspeita de que a ex-amante do goleiro suspenso do Flamengo Bruno Fernandes tenha sido assassinada por saber demais sobre suposto esquema de tráfico de drogas.

- Essa especulação não aparece em momento algum da investigação.

A afirmação foi feita no final da tarde desta quarta-feira (14) durante entrevista coletiva na sede da Divisão de Investigações de Belo Horizonte (MG).

Uma nova testemunha que estava no sítio do jogador em Esmeraldas (MG) quando Eliza esteve no local disse à reportagem da Rede Record em Minas Gerais que a ex-amante do goleiro teria exigido um apartamento no Rio de Janeiro e o pagamento de R$ 50 mil para ficar em silêncio sobre o suposto envolvimento de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, com o tráfico de drogas em Ribeirão das Neves, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo a testemunha, Eliza teria deixado o sítio de Bruno, no dia 8 de junho, dentro do porta-malas de um carro preto, usando uma peruca loura e com dois dentes da frente quebrados.

Buscas

O trabalho de policiais, bombeiros e técnicos do Instituto de Geologia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)  na casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em Vespasiano, região metropolitana de Belo Horizonte, foi concluído às 16h40 desta quarta-feira. desde o final da manhã, as esquipes estavam no local à procura de supostos vestígios do corpo de Eliza Samudio.

O delegado Hugo e Silva, da Delegacia de Pessoas Desaparecidas de Belo Horizonte, disse que nenhum “material humano” foi encontrado no imóvel. Restos de concreto e alguns objetos como crachás, capacetes e uma “carteira da imprensa” foram recolhidos pela polícia e serão periciados pelo IC (Instituto de Criminalística) de Minas Gerais.

Dez bombeiros participaram das escavações na área. Segundo a corporação, foram feitas perfurações nos seguintes pontos: debaixo de uma escada, em um banheiro, em um escritório e do lado de fora da casa.

Por volta das 13h45, a Polícia Civil informou que o aparelho GPR, utilizado pelos técnicos da universidade, tinha detectado um vão em uma parte de concreto embaixo de uma escadaria da casa. No mesmo local, a polícia também sentiu o forte mau cheiro. Os cães farejadores do Corpo de Bombeiros também perceberam a presença de algo estranho na área. No final das buscas, a polícia informou que o mau cheiro vinha de uma rede de esgoto.

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