Delegado diz que objetos achados na casa de Bola serão examinados pelo IC
Nenhum “material humano” foi achado na casa de suspeito do caso Eliza em Vespasiano
Do R7
Texto:
Cristiano Trad/O Tempo/AE
Delegado Edson Moreira participou de buscas na casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos nesta quarta-feira
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Edson Moreira, delegado responsável pelas investigações do caso Eliza Samudio, disse que o material recolhido nas buscas na casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, será submetido a perícia do IC (Instituto de Criminalística) de Minas Gerais.
Segundo Moreira foram levados da casa em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, restos de concreto e alguns objetos como uma CPU (de computador), crachás, capacetes e uma “carteira da imprensa”. As informações foram passadas durante entrevista coletiva no final da tarde desta quarta-feira (14) na sede da Divisão de Investigações de Belo Horizonte.
No local das buscas, o delegado Hugo e Silva, da Delegacia de Pessoas Desaparecidas de Belo Horizonte, disse que nenhum “material humano” foi encontrado no imóvel. O trabalho de policiais, bombeiros e técnicos do Instituto de Geologia da UFMG (Universidade Federal de MInas Gerais) no imóvel foi encerrado às 16h40.
O delegado contou que o forte mau cheiro sentido pelos policiais no local vinha de uma rede de esgoto. Dez bombeiros participaram das escavações na área. Segundo a corporação, foram feitas perfurações nos seguintes pontos: debaixo de uma escada, em um banheiro, em um escritório e do lado de fora da casa.
Por volta das 13h45, a Polícia Civil informou que o aparelho GPR, utilizado pelos técnicos da universidade tinha detectado um vão em uma parte de concreto embaixo de uma escadaria da casa. No mesmo local, a polícia também sentiu o forte mau cheiro. Os cães farejadores do Corpo de Bombeiros também perceberam a presença de algo estranho na área.
A assessoria da polícia informou que retornou à casa do ex-policial civil porque recebeu uma denúncia anônima de que partes do corpo de Eliza Samudio estão concretadas no imóvel em Vespasiano. Segundo a polícia, duas pessoas serviram de testemunhas no trabalho no local.
Os dois cães farejadores do Corpo de Bombeiros eram uma labradora preta batizada de Ébone e uma golden chamada Sol.
Eliza, 25 anos, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, está desaparecida há mais de um mês. A Polícia Civil revelou à Rede Record que, durante os trabalhos feitos na noite de terça-feira (13) no sítio do jogador, em Esmeraldas (MG), os policiais tiraram fotos, apreenderam documentos, usaram luminol (substância que identifica marcas de sangue) em alguns pontos e realizaram escavações.
Os agentes não revelaram as conclusões a que chegaram após a vistoria, que só terminou por volta de 1h desta quarta. Um primo de Bruno, Sérgio Rosa Sales Camelo, também esteve no local. O advogado de Camelo negou, na manhã desta quarta, que seu cliente tenha participado de qualquer tipo de reconstituição.
Bruno e outras sete pessoas estão presos desde a semana passada suspeitas de envolvimento no sequestro e morte de Eliza. Todos alegam inocência. Um menor de 17 anos, que está detido e é primo de Bruno, revelou detalhes do crime à polícia. Ele deu três versões diferentes sobre o caso, mas todas dizem que Eliza foi assassinada, esquartejada e teve pedaços do corpo dado para cães comerem. O assassino, segundo o menor, é o ex-policial Santos, que teria enterrado os ossos de Eliza em uma área de seu imóvel. A defesa do policial nega o crime.