Edson Moreira falou que depoimentos de adolescente e de Camelo são contundentes
O delegado Edson Moreira, responsável pelas investigações do caso Eliza, disse que estão ocorrendo “algumas tentativas” de desqualificar as testemunhas do caso Eliza Samudio. A afirmação foi feita no final da tarde desta sexta-feira (16) durante entrevista coletiva na sede da Divisão de Investigações de Belo Horizonte (MG).
Moreira afirmou que os depoimentos do adolescente de 17 anos, primo do goleiro suspenso do Flamengo Bruno Fernandes, e de Sérgio Rosa Sales, o Camelo, são “contundentes” e têm lastro. Um exemplo dessa veracidade, de acordo com Moreira, é o trajeto descrito pelas testemunhas, que foi feito pelos algozes de Eliza do sítio até o local do assassinato.
- Ninguém tem condições de inventar uma história mirabolante daquela.
Em seu segundo depoimento, prestado na quinta-feira (15), Sales disse ter mentido no primeiro depoimento sobre a presença do goleiro Bruno durante a morte de Eliza. Agora, ele afirma que Bruno não viu o assassinato.
Bola
Segundo o delegado, a tentativa de se desqualificar alguns participantes do crime também é errada.
Na manhã desta sexta-feira, o advogado Ércio Quaresma – que defende seis suspeitos de envolvimento no desaparecimento de Eliza – falou que as descrições feitas pelo adolescente do Neném, suposto assassino de Eliza, não batem com as características físicas do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.
A chefe do Departamento de Homicídios de Contagem, Ana Maria Santos, que também participou da coletiva, contou que o menor ficou confuso ao dar as características de Bola "por medo", porque ele reconheceu o Bola em uma das fotos apresentadas pela polícia.