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publicado em 17/06/2011 às 12h57:

Deputado pede afastamento de juíza suspeita
de pedir propina para tirar Bruno da prisão

Durval Ângelo (PT) convocou uma audiência para debater denúncia de suborno

Do R7, com Rede Record

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Em uma audiência pública realizada nesta sexta-feira (17), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o deputado estadual Durval Ângelo (PT) afirmou que pediu o afastamento da juíza Maria José Starling no Conselho Nacional de Justiça. A noiva do ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes, Ingrid Calheiros, denunciou a magistrada e o ex-advogado do jogador, Robson Pinheiro, de pedirem R$ 1,5 milhão para tirar o ex-goleiro do Flamengo da cadeia.

O deputado afirmou que, na próxima semana, deverá ir ao presídio conversar com o ex-goleiro. Ele revelou ainda que existe um vídeo em que Pinheiro confessa ao atual advogado de Bruno, Claudio Dalledone, ter feito o pedido de suborno para conseguir o habeas corpus. A gravação teria sido feita no dia 26 de fevereiro deste ano. 

Ângelo considera a noiva do jogador uma vítima no caso. Ele disse ainda acreditar no afastamento da juíza Maria José Starling. 

Procurada pela reportagem, a defesa da juíza afirmou que ela não irá se pronunciar sobre o assunto.

Ingrid denunciou Pinheiro e a juíza Maria José Starling de pedirem propina para tirar o ex-jogador da cadeia às comissões de Direitos Humanos e de Segurança Pública da Assembleia Legislativa mineira, à ouvidoria do Estado e à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Minas Gerais.

Em um depoimento que durou cerca de três horas, a noiva do jogador contou que foi procurada pela juíza, que colocou seu advogado pessoal, Robson Pinheiro, à disposição para ajudar. 


No contrato, conseguido com exclusividade pela Record, o advogado se compromete a liberar o ex-goleiro por meio de habeas corpus que seria impetrado nas três instâncias judiciais. O valor de R$ 1,5 milhão deveria ser pago em dinheiro, de uma única vez, 48 horas depois da soltura de Bruno.
 
Ingrid disse, entretanto, que na semana que o advogado entraria com o pedido no TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) ele mudou de ideia e exigiu que o dinheiro fosse pago antecipadamente.

Desaparecimento

O desaparecimento de Eliza completou um ano no último dia 5. Em junho de 2010, ela teria sido convidada para negociar o reconhecimento da paternidade de seu filho com o ex-goleiro. Apesar de o corpo da modelo nunca ter sido encontrado, com base no depoimento dos suspeitos, a investigação concluiu que Eliza teria sido espancada e asfixiada até a morte.

No dia 4 de junho de 2010, ela fez um último contato por telefone com uma amiga. O ex-goleiro do Flamengo é apontado como o mandante do crime e vai responder por sequestro, cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

 


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