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publicado em 04/06/2011 às 05h55:

Desaparecimento de Eliza Samudio
completa um ano neste sábado

Polícia ainda não encontrou o corpo dela; oito pessoas são acusadas do crime

Do R7

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O desaparecimento da modelo Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, completa um ano neste sábado (4). No dia 4 de julho de 2010, Eliza fez um último contato por telefone com uma amiga. Apesar de a polícia ainda não ter encontrado o corpo dela, o delegado responsável pelo caso diz que as investigações concluem que ela está morta. O ex-goleiro do Flamengo é apontado como o mandante do crime. 

Um ano após o desaparecimento, a Justiça ainda não julgou os acusados de participação no crime. Quatro réus do caso estão presos: o goleiro Bruno Fernandes, o amigo dele Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, o primo Sérgio Rosa Sales e o Bola, que é ex-policial civil e seria acusado de outros crimes. 

Outros quatro acusados, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, ex-mulher de Bruno, Fernanda Gomes de Castro, ex-amante do jogador, Elenilson Vitor da Silva e Wemerson Marques de Souza responderão ao processo em liberdade. Todos negam o crime e deverão ir a júri popular.

De acordo com a versão da polícia, Eliza e seu filho, na época com quatro meses, foram seqüestrados e levados para o sítio do goleiro em Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Lá, os dois teriam ficado reféns por alguns dias. A jovem teria sido espancada nesse período em que ficou no sítio. 

A polícia diz ainda que, no dia 7 de julho, Eliza teria sido levada para a casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em Vespasiano. Ele teria então, estrangulado a vítima até a morte e depois esquartejado o corpo dela. Os restos mortais foram dados como comida para seus cachorros rottweilers e outra foi cimentada na obra da casa. 

Outra versão
Em depoimento, Jaílson Alves de Oliveira, antigo companheiro de cela de Bola, na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, contou à polícia que Bola teria admitido o assassinato de Eliza Samudio. 

Nas confissões que fez para o companheiro de cela na Nelson Hungria, Bola afirmou, ao assistir a uma reportagem em uma emissora de televisão sobre o paradeiro de Eliza Samudio, que a mulher não poderia ser localizada porque "só se os peixes falassem, pois matou-a, queimou-a no pneu, e jogou as cinzas no rio". 

Ameaças 

O presidiário contou ainda que o goleiro Bruno Fernandes teria indicado o traficante Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, integrante de um grupo criminoso carioca e foragido da polícia do Rio, para matar a juíza do Tribunal do Júri da comarca de Contagem, Marixa Fabiane Rodrigues. 

Quem também estaria na suposta lista de Bruno são o delegado Édson Moreira, chefe do Departamento de Homicídios, o deputado estadual Durval Ângelo (PT) e o advogado José Arteiro Cavalcante, defensor dos interesses da família de Eliza Samudio. 

Quem também estaria na suposta lista de Bruno são o delegado Édson Moreira, chefe do Departamento de Homicídios, o deputado estadual Durval Ângelo (PT) e o advogado José Arteiro Cavalcante, defensor dos interesses da família de Eliza Samudio. A modelo está desaparecida desde junho do ano passado e teria sido assassinada a mando do jogador Bruno Fernandes das Dores Souza. 

A juíza de Contagem é protegida com escolta. O delegado Édson Moreira, o advogado José Arteiro e o deputado Durval Ângelo admitiram que as ameaças devem ser levadas a sério, mas se recusaram a falar sobre como estão se protegendo. 

Outra revelação do presidiário foi que Bruno teria feito um planejamento no qual, se condenado, "iria fingir estar doente para que, ao ser retirado da prisão, ser resgatado quando estivesse a caminho do médico". 

Ao longo das declarações que prestou à Justiça, em sigilo, Jailson disse que o desejo de vingança arquitetado por Bola seria colocado em prática em caso de condenação aplicada contra ele e Bruno. 

O advogado que representa o goleiro, Claudio Dalledone, qualificou como “factoide” a denúncia feita pelo presidiário contra seu cliente.

Filho 

O filho que Eliza Samudio supostamente teve com Bruno está com a avó materna da criança, Sônia de Fátima Moura, em Mato Grosso do Sul, no distrito de Anhanduí, distante 50 km de Campo Grande. 

No dia do aniversário da criança, dia 10 de fevereiro, Sônia contou que fazia acompanhamento psicológico para se preparar para contar a verdade para o neto, no dia em que ele perguntar sobre o que aconteceu com a mãe. Para isso, ela ia às consultas duas vezes por mês. 

- Eu quero que ele cresça convivendo com a verdade e para que isso aconteça preciso estar preparada. Sei que será difícil, mas vou conseguir.


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