Fábio Motta/Agência Estado/AEDeslizamento pode ter atingido até 50 casas no Morro do Bumba
Acidente aconteceu no Morro do Bumba, na região dos bairros Visçoso Jardim e Cubango
Na hora do deslizamento, chovia e ventava muito na região. Pouco depois da tragédia, moradores estavam desesperados. Aos prantos e gritando nomes de parentes, muitas vítimas tentavam escavar a terra com as próprias mãos, na tentativa de localizar soterrados.
O hospital Azevedo Lima, em Fonseca, confirma que 13 feridos sem risco de morte estão em atendimento. Ao todo, 25 pessoas já foram retiradas dos escombros.
A dificuldade do resgate, segundo a prefeitura, era ter o cuidado na retirada dos entulhos para evitar ferir pessoas que estivessem embaixo dos escombros. Como a luz foi cortada para evitar explosões e incêndios, era difícil saber a extensão e a quantidade de terra que cobriu as casas mas a informação do Corpo de Bombeiros era de que este seria o maior deslizamento desde o início das chuvas .
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No local onde hoje existe o Morro do Bumba funcionou um lixão nos anos 1970. Este é o segundo deslizamento que afeta a morro nesta semana. O primeiro aconteceu de segunda-feira (5) para terça-feira (6) e deixou cinco pessoas mortas.
As buscas por corpos ou sobreviventes foram encerradas na capital, mas vão continuar durante toda a madrugada em Niterói.
O último levantamento divulgado durante esta tarde aponta que cerca de 11.400 pessoas estão desabrigadas em todo o Estado. A situação mais crítica é da cidade de São Gonçalo, onde 2.632 pessoas tiveram que sair de suas casas e 9.026 foram para abrigos e casas de parentes.
No início da noite, voltou a chover com mais intensidade na zona sul e também na zona norte. A previsão é que possíveis temporais aconteçam até esta quinta-feira (8).