27 de Maio de 2012
Trecho de 84 km, entre Betim e Nova Serrana, deve ser liberado ao tráfego em 60 dias
As obras de duplicação e adequação de 84 km da BR-262, entre Betim e Nova Serrana, no centro-oeste de Minas, ficarão prontas quatro meses antes do prazo. Segundo o engenheiro supervisor do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Rogério Molina, a previsão inicial era de encerrar as intervenções em dezembro de 2011. Porém, dentro de 60 dias, todos os serviços previstos no projeto de duplicação serão concluídos.
- Esse trecho da rodovia já está operando em pista dupla. A pintura das faixas e as placas de sinalização estão prontas. No momento, existem apenas três obras complementares: a finalização dos trevos de acesso a Igaratinga e ao distrito de Limas de Igaratinga, uma passarela próximo a Pará de Minas e a laje de transição na cabeceira de uma ponte, no km 386.
O investimento é de R$ 400 milhões, provenientes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Além da duplicação, foram construídas 30 obras de artes especiais, entre pontes, viadutos, passagens inferiores e passarelas.
O edital de licitação para a duplicação de mais 10 km da rodovia, entre os kms 436 e 446, trecho conhecido como travessia de Nova Serrana, já foi publicado pelo Dnit.
Cerca de 65% da frota que passa pela 262, entre Betim e Nova Serrana, são compostos por caminhões e carretas. Para o presidente do Setcemg (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais), Ulisses Martins Cruz, o tempo de viagem pelo trecho duplicado será reduzido em uma hora, e a segurança vai aumentar.
- O motorista pode contar com o acostamento, caso precise parar o veículo em uma urgência, e tem mais segurança para fazer ultrapassagens nos locais permitidos.
Outro benefício apontado por Cruz será a facilidade para escoar a produção de leite, calçados e frangos da região.
Moradores e trabalhadores das cidades que margeiam a BR-262 reconhecem os benefícios da duplicação do trecho atual, mas reivindicam a continuidade da obra até o Triângulo Mineiro.
O produtor de frangos Wayne Franco dos Santos, de Pará de Minas, disse que a duplicação atendeu em parte à demanda da região. Segundo ele, o acesso até a capital está mais seguro e rápido. Porém, para quem segue até o Triângulo, a situação da rodovia ainda é precária e perigosa.
- Nós, produtores rurais, temos muitas ligações e comércio com o Triângulo, onde estão os principais fornecedores de grãos. Esse insumo é usado para alimentar as aves e os suínos. O governo precisa dar continuidade à obra até aquela região.
O diretor do Sindicato Intermunicipal da Indústria do Calçado de Nova Serrana, Júnior César Silva, disse que as obras ajudaram muito a escoar a produção para outros estados, em função da maior facilidade de acesso ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins.
- Sem dúvida, o percurso até BH e o aeroporto melhorou bastante. Não só para o escoamento da produção, mas também para a recepção de nossos clientes, já que muitos vêm de outro estado por Confins. Antes da duplicação, a incidência de acidentes era alta, o que prejudicava nossos negócios”, disse Silva.
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