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publicado em 26/08/2010 às 16h41:

Eliza acusou irmão de Bruno de
participar do sequestro, diz delegada

Policial afirma que ela disse ter sido ameaçada de morte por Bruno e Macarrão

Do R7, no Rio


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Em depoimento no fórum de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, a primeira testemunha de acusação no processo que corre no Rio sobre sequestro e lesão corporal de Eliza Samudio, a delegada Maria Aparecida Mallet disse ter ouvido de Eliza Samudio que um irmão do goleiro Bruno teria participado do suposto sequestro que teria ocorrido no dia 13 de outubro.

Segundo a policial que, na época do fato, era titular da Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá, Eliza contou que, na madrugada do dia 13 de outubro, após ter sido colocada em um carro por Bruno e Macarrão, que tentaram convencê-la a fazer um aborto,  outras duas pessoas entraram no veículo armadas. Uma delas seria um irmão de Bruno, cujo nome não foi revelado. Nenhum irmão do jogador é réu neste processo.

No depoimento, a delegada afirmou que Eliza disse que foi levada para o condomínio Varandas da Barra da Tijuca, onde morava o jogador e lá foi obrigada a tomar comprimidos e líquidos. Segundo a policial, a jovem teria falado que concordaria em fazer o aborto desde que a deixassem ir embora.

Eliza, após ter tomado os remédios, teria dormido e, horas depois, deixou o condomínio em um táxi e foi para a delegacia fazer uma queixa, de acordo com o relato da delegada. No posto policial, a jovem afirmou ainda que conheceu Bruno em um churrasco, passou a manter contatos com ele e, em seguida, engravidou. Eliza afirmou ainda que, na hora do suposto sequestro, Bruno e Macarrão disseram que iam matá-la caso ela não concordasse em fazer o aborto.

A delegada relatou ainda que só ficou seis dias presidindo o inquérito porque, logo após esse período, foi transferida de delegacia. Afirmou também que, na época, não convocou ninguém para depor por não ter encontrado testemunhas que comprovassem a procedência das denúncias de Eliza.

Bruno e Macarrão chegaram ao fórum às 11h58. Eles participarão de oito audiências na capital fluminense nos próximos 30 dias. Os amigos, que estão presos desde o início de julho em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), saíram de uniforme vermelho, sem algemas e em viaturas separadas às 8h50 do presídio de segurança máxima Nelson Hungria e chegaram ao aeroporto da Pampulha, em BH, às 9h25. Decolaram em um avião da Polícia Civil mineira para o Rio às 9h48.

A viagem durou aproximadamente uma hora até o aeroporto Santos Dumont, no Centro. Bruno e Macarrão saíram da aeronave às 10h55, mas retornaram às 10h57 para trocar de roupa. Às 11h01 já estavam caminhando pela pista do aeroporto Santos Dumont em direção a viaturas da Polícia Civil.

De lá, seguiram para o Instituto Médico Legal do Centro do Rio, onde chegaram às 11h19 para a realização de exames de corpo de delito. Os procedimentos duraram menos de 15 minutos e os suspeitos então puderam ser levados para o fórum de Jacarepaguá.

Isolados por 30 dias em Bangu

O promotor Eduardo Paes, da 1ª Vara Criminal, confirmou que os dois ficarão na capital fluminense por 30 dias para oito audiências, embora o advogado Ércio Quaresma negue. No período, eles ficarão presos no complexo penitenciário de Bangu (presídio Bangu 2), na zona oeste, em celas separadas, isolados dos outros detentos e sem poder receber visitas.

Esta primeira audiência será de instrução e julgamento do processo em que são acusados de sequestro e lesão corporal contra Eliza, em outubro de 2009. O atleta sempre se recusou a falar sobre o caso à polícia e afirmou que falaria somente em juízo.

A defesa de Bruno indicou oito testemunhas, entre as quais três foram afastadas pelo magistrado. A presidente do Flamengo, Patricia Amorim, o diretor-executivo de futebol do clube Zico, o técnico campeão brasileiro pelo time Jorge Luis Andrade da Silva, o Andrade, o goleiro Paulo Victor Mileo Vidotti e Christian Chagas Tarouco serão ouvidos.

O juiz recusou o pedido de convocação de Quaresma a Eliza Samudio, o jogador Adriano e a Vagner Love. O magistrado entendeu que "provas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias podem ser indeferidas".

As testemunhas indicadas pela defesa de Macarrão são: Luiz Carlos Samudio, pai de Eliza, Milena Baroni Fontana, o jogador Leo Moura, Fabiana Albuquerque, Cíntia Moraes, Amanda Zampiere, o jogador Rodrigo Alvim e Álvaro Luiz Maior de Aquino, ex-zagueiro do Flamengo.

A prisão preventiva dos dois foi decretada no dia 8 de julho. Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, Bruno agrediu Eliza física e psicologicamente, em 2009, exigindo que a ex-amante fizesse um aborto. Na época, Eliza estava grávida de cinco meses e tentava provar na Justiça que Bruno era o pai da criança.

Assista ao vídeo:


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