27 de Maio de 2012
Justiça de MG vai decidir se réus vão, ou não, a júri popular; sessão começa as 13h30
A sessão de julgamento que vai decidir se os envolvidos no caso Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, vão, ou não a júri popular, não terá a presença dos réus. A informação foi confirmada pelo TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), na manhã desta quarta-feira (10).
Entenda como funciona um júri popular
A partir das 13h30, os desembargadores Doorgal Andrada, Herbert Carneiro e Delmival de Almeida Campos definirão o julgamento dos acusados.
Bruno Fernandes, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e Sérgio Rosa Sales, o Camelo, respondem por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, responde por homicídio duplamente qualificado. Já Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, ex-mulher de Bruno, Wemerson Souza, o Coxinha, Elenilson Vítor da Silva e Fernanda Gomes Castro, também ex-amante de Bruno, respondem por sequestro e cárcere privado de Eliza. De acordo com o TJ-MG, a Justiça deve decidir, a pedido do Ministério Público, se os últimos quatro também devem responder por homicídio e ocultação de cadáver.
Em 2010, a Justiça definiu que os acusados deveriam ir a júri popular. Os advogados, porém, entraram com recurso. O desaparecimento de Eliza Samudio completou um ano em junho deste ano. No dia 4 de julho de 2010, Eliza fez um último contato por telefone com uma amiga.
Apesar de a polícia ainda não ter encontrado o corpo dela, o delegado responsável pelo caso diz que as investigações concluem que ela está morta. O ex-goleiro do Flamengo é apontado como o mandante do crime.
Um ano após o desaparecimento, a Justiça ainda não julgou os acusados de participação no crime. Quatro réus do caso estão presos: Bruno, Macarrão, Sérgio e Bola, que é ex-policial civil e seria acusado de outros crimes.
Outros quatro acusados, Dayanne, Fernanda, Elenilson e o Coxinha. Todos os envolvidos negam o crime.
Polícia
De acordo com a versão da polícia, Eliza e seu filho, na época com quatro meses, foram sequestrados e levados para o sítio do goleiro em Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Lá, os dois teriam ficado reféns por alguns dias. A jovem teria sido espancada nesse período em que ficou no sítio.
A polícia diz ainda que, no dia 7 de julho, Eliza foi levada para a casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em Vespasiano. Ele teria, então, estrangulado a vítima até a morte e depois esquartejado o corpo dela. Os restos mortais foram dados como comida para seus cachorros rottweilers e outra parte do corpo foi cimentada na obra da casa.
Assista ao vídeo:
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7