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27 de Maio de 2012

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publicado em 19/12/2010 às 11h40:

Ex-mulher de Bruno comemora
liberdade com as filhas em MG

Dayanne de Souza Rodrigues ficou presa por 164 dias e vai responder em liberdade

Do R7


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Dayanne Rodrigues Souza, ex-mulher do goleiro Bruno Fernandes, solta na madrugada de sábado (18), comemorou a liberdade com as filhas ao chegar em casa na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Ao lado do atleta e outros seis acusados, ela vai a júri popular para ser julgada pelos crimes de sequestro e cárcere privado do filho de Eliza Samudio, ex-amante de Bruno

Entenda um júri popular

Veja a cobertura completa do caso

Ela disse à reportagem da Rede Record que não se arrepende de ter cuidado do filho de Eliza. Ela ficou presa durante 164 dias em um alojamento com outras 25 detentas.

- Se eu tivesse maltratado [o filho de Eliza], aí sim eu me arrependeria, teria motivos pra me arrepender. Mas, por cuidar, não me arrependo, não. Minha mãe criou uma mulher, e não um monstro.

A ex-mulher do goleiro ainda revelou que dará apoio ao ex-marido.

- Meu coração não cabe rancor. O Bruno é pai das minhas filhas e se ele [Bruno] precisar de mim, eu vou estar do lado dele para apoiar e ajudar.

Além de Dayanne, Fernanda Gomes Castro, ex-amante do jogador, Elenilson Vitor da Silva e Wemerson Marques, o Coxinha, também foram soltos e responderão ao processo em liberdade, mas também irão a julgamento. Fernanda foi pronunciada por sequestro e cárcere privado de Eliza e de seu filho. Já Elenilson e Emerson responderão pelos mesmos crimes, mas cometidos apenas contra o filho da vítima. Todos os réus alegam inocência.

Eles foram soltos na madrugada de sábado após decisão judicial. Entretanto, a juíza Marixa Fabiane Lopes manteve quatro réus presos: o goleiro Bruno Fernandes, o amigo dele Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, o primo Sérgio Rosa Sales e o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Dos nove acusados, oito irão a júri popular.

Fernanda também falou com a reportagem ao sair do presídio.

- Se eu tivesse que ficar ali pagando por algo que eu não fiz, eu preferia não viver mais. 

Após 150 dias de prisão, Wemerson Marques, o Coxinha, e Elenilson Vítor da Silva foram para Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Parentes e vizinhos esperavam por eles. O clima era de comemoração na primeira noite de liberdade.

Assista ao vídeo:

 

Detalhes sórdidos

Em sua decisão de manter Bruno e os outros três acusados presos até o julgamento, a juíza Marixa Fabiane Lopes alegou que “os delitos contam com detalhes sórdidos e ultrapassam os limites da crueldade". 

Das nove pessoas que foram inicialmente denunciadas pelo Ministério Público, apenas Flávio Caetano de Araújo não irá a júri popular. Ele foi solto do presídio Nelson Hungria no dia 27 de novembro após ter liberdade concedida pela Justiça. 

A data para o julgamento ainda não foi definida. Ainda cabe recurso da defesa na decisão da Justiça. 

Outro lado

O advogado de Bruno Fernandes, Claudio Dalledone Filho, disse que viu com “satisfação” a decisão da Justiça de levar apenas quatro acusados a júri popular.

– A denúncia está desmoronando. A acusação se esvaziou. Quando chegar nos altos plenários, pouco ou nada sobrará. Bruno é inocente.

Dalledone também diz que vai entrar com novo recurso para anular todo o processo. Segundo o advogado, Bruno não teve pleno acesso à defesa, o que vai de encontro com a Constituição.

– Agora vamos entrar com carga máxima no TJ de Minas Gerais.

Condenação no Rio

No início deste mês, o goleiro Bruno e Macarrão foram condenados pela Justiça do Rio de Janeiro por cárcere privado, constrangimento ilegal e lesão corporal a Eliza. O goleiro pegou pena de quatro anos e seis meses de prisão e seu amigo, três anos.

A sentença é válida apenas para os crimes pelos quais Bruno é acusado de ter cometido no Rio de Janeiro. Em outubro de 2009, Eliza registrou queixa contra Bruno e Macarrão por sequestro. Na época, a jovem, que estava grávida, disse que os dois a agrediram e obrigaram a tomar abortivos.

Acusação

Após ouvir os suspeitos, a polícia diz que Eliza foi sequestrada com seu filho - na época com quatro meses - no Rio de Janeiro no dia 4 de junho e levada para Minas Gerais. Segundo a polícia, a jovem foi mantida com o bebê no sítio de Bruno e, dias depois, foi morta na casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Apesar de a polícia ainda não ter encontrado o corpo de Eliza, o delegado que cuida do caso diz que as investigações concluem que ela está morta.


 
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