Ex-policial suspeito de matar Eliza pode ter envolvimento com grupo de extermínio
Preso na quinta-feira (8), Bola também é investigado pela atuação no grupo
Do Jornal Hoje em Dia, com R7
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O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos - também conhecido como Bola, Neném e Paulista-, suspeito de participar da morte de Elisa Samudio, também é investigado em um inquérito sobre uma suposta organização de extermínio que atuaria dentro do grupo de elite da Polícia Civil mineira.
Em nota, a assessoria da Polícia Civil de Minas Gerais reconheceu que o sítio alugado pelo ex-policial civil, no município de Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte, foi usado para treinamento de policiais do GRE (Grupo de Resposta Especial), em 2007.
Segundo a nota da assessoria, "o espaço deixou de ser utilizado quando um ex-integrante do GRE denunciou, em 2009, um crime supostamente ocorrido no local no ano anterior".
Manequins e carros perfurados a bala encontrados no sítio em Esmeraldas indicam que o local era usado para a prática de tiro ao alvo. Alguns dos vizinhos do sítio alugado por Bola reforçam a suspeita. Há denúncias de que policiais civis iam rotineiramente ao local para praticar tiro.
A Polícia Civil de Minas Gerais ainda informou que a denúncia sobre o suposto grupo de extermínio ainda está sendo investigada pela Corregedoria Geral e o inquérito é acompanhado pelo Ministério Público.
Eliza está desaparecida desde o início de junho. Além de Santos, a polícia aponta que o goleiro, o amigo Macarrão e outras cinco pessoas estão envolvidas na morte da jovem. Bruno e Macarrão se entregaram na quarta-feira (7) após terem a prisão decretada pela Justiça. O ex-policial foi preso na noite de quinta-feira (8) em Belo Horizonte.
De acordo com as investigações, Santos é adestrador de cães e teria estrangulado, esquartejado Eliza e dado um pedaço do corpo para seus cachorros devorarem.
Investigações
A polícia começou a investigar o caso após a Delegacia de Contagem receber um denúncia de que Eliza teria sido brutalmente agredida por três homens no sítio do goleiro. No dia 25 de junho, o filho de Eliza foi encontrado no apartamento de uma amiga de Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, ex-mulher de Bruno.
Após ouvir depoimento de dois primos de Bruno - um deles menor - suspeitos de envolvimento no desparecimento da jovem, a polícia diz que Eliza teria sido sequestrada com seu filho no Rio de Janeiro e levada para Minas Gerais. Segundo a polícia, ela teria sido mantida no sítio de Bruno com o filho e, dias depois, morta na casa do ex-policial Santos, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).
Além do goleiro, do Macarrão e do ex-policial, Dayanne, o amigo do jogador Wemerson Souza, o primo do goleiro Sérgio Rosa Camelo, o caseiro do sítio, Elenilson Vitor Silva, e o motorista Flavio Caetano Araújo também são suspeitos de envolvimento no desaparecimento de Eliza e estão presos. Todos alegam ser inocentes.