27 de Maio de 2012
Advogado de Bruno afirmou que o ex-goleiro ainda não fez o teste de DNA
O exame de DNA que vai determinar se o ex-goleiro Bruno é realmente o pai do filho de Eliza Samudio ainda não ficou pronto. A informação foi dada pela advogada que representa Sônia Fátima de Moura, avó do menino, nesta quinta-feira (21).
A advogada Maria Lúcia Borges Gomes explicou que o também advogado José Arteiro Cavalcante Lima, que representa Sônia Fátima de Moura em Minas Gerais, repassou informação errada nesta quarta (20), já que o exame de DNA ainda não foi finalizado. Na ocasião, ele informou que o exame confirmava que Bruno é pai do filho de Eliza.
O exame tinha um prazo de 15 a 20 dias para ficar pronto, mas esse tempo já passou e ainda não há previsão de quando o resultado será divulgado, segundo diz Maria Lúcia.
Lima disse ao R7 que o exame de DNA está pronto, apenas falta o laudo. Ele afirma que a informação havia sido repassada pela própria Maria Lúcia a ele, mas que agora a advogada estaria voltando atrás.
– Ela parece ter duas línguas, uma que confirma e a outra que nega.
O advogado Ércio Quaresma, que representa Bruno, afirmou que o ex-goleiro ainda não fez o teste de DNA, contestando o resultado do exame de DNA divulgado por Lima na quarta-feira.
Segundo Ércio, seu cliente ainda fornecerá material genético para o exame de DNA. Em tom irônico, o advogado disse que não sabia que o advogado da mãe de Eliza era “dono de laboratório de DNA”.
Ele afirmou ainda que, se for confirmada a paternidade, Bruno pretende assumir o filho. A mãe de Eliza Samudio deve entrar na justiça com o pedido de guarda definitiva da criança, caso seja confirmado que o menino é filho do ex-goleiro do Flamengo.
Quem também deve entrar com o pedido de guarda definitiva do garoto é o pai de Eliza, Luis Carlos Samudio, que perdeu a guarda provisória para Sônia, por responder processo na Justiça.
Atualmente, a criança vive com a avó materna, que mora no distrito de Anhanduí, a 50 km de Campo Grande (MS).
O crime
Eliza desapareceu dia 4 de junho, quando foi do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. Ela havia procurado a polícia carioca pedindo proteção por estar grávida do goleiro, dizendo ter sido agredida. Após o nascimento da criança, a modelo acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade.
No dia 24 de junho, a Polícia Civil recebeu denúncias anônimas apontando que Eliza havia sido espancada até a morte por Bruno e dois amigos dele no sítio de propriedade do jogador.
Depois de denúncias do tio de um menor, no Rio, que teria presenciado o assassinato da modelo, a polícia indiciou os suspeitos por sequestro e morte, sendo que Bruno responderá como mandante e executor do crime.
O Ministério Público acatou o indiciamento da polícia e ofereceu denúncia, aceita pela Justiça. O adolescente, de 17 anos, foi condenado no dia 9 de agosto pela participação no crime e cumprirá medida socioeducativa de internação por prazo indeterminado.
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