27 de Maio de 2012
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Ordem é forçar saída dos grevistas da Casa; entrada do local foi fechada
O Exército fechou a Assembleia Legislativa da Bahia e proibiu a entrada de alimentos para os policiais militares que estão em greve e seguem acampados no local, além da entrada de qualquer pessoa. A ordem é liberar apenas a saída dos manifestantes de dentro da Casa. Durante a manhã desta quarta-feira (8), os militares que estão dentro da Assembleia entoaram gritos de guerra e cantaram o Hino Nacional.
A greve entra no seu oitavo dia nesta quarta-feira. Na terça-feira (7), o governador do Estado, Jaques Wagner, e os líderes do movimento grevista ficaram cerca de sete horas reunidos para decidir o fim da paralisação, mas não houve acordo.
Sem acordo
Segundo o departamento de comunicação da corporação, não há data para uma nova tentativa de acordo. Segundo a assessoria de imprensa do governador, Wagner se reuniu com representantes da Polícia Militar para apresentar propostas, como o aumento de 6,5% nos salário, e mais uma gratificação por trabalho policial gradativa até 2014. O governo ainda informou que não tem condições de assumir estes aumentos imediatamente.
A assessoria ainda disse que a questão da anistia aos profissionais que aderiram à greve é o grande impasse nas negociações, já que nenhum dos lados quer ceder. Também ocorreu uma negociação na segunda-feira (6), que durou mais de dez horas e também terminou sem acordo.
Violência
O número de mortos no Estado devido ao aumento da violência já passa de cem, segundo o boletim divulgado pela SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado. Os números são contabilizados desde o início da greve da Polícia Militar, na noite de 31 de janeiro. O recorde de homicídios ocorreu na sexta-feira (3), quando foram registradas 32 mortes no Estado.
Devido ao clima de insegurança na capital baiana, o APLB (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia) orientou os professores das redes estadual e municipal a não iniciarem as aulas. A entidade estima que cerca de 400 mil estudantes estão sendo prejudicados só na capital baiana.
Prisão de líderes
A Polícia Federal prendeu, na tarde desta terça-feira, mais um dos líderes da greve da Polícia Militar, o sargento Elias Alves de Santana. A juíza Janete Fadul havia decretado a prisão preventiva dele.
Segundo o governo do Estado da Bahia, Santana faz parte da lista dos 12 mandados de prisão emitidos pelo Ministério Público Estadual à Justiça. Ele foi o segundo detido. No domingo (5), outro PM suspeito de envolvimento em crimes supostamente cometidos pelo grupo grevista também havia sido preso.Os grevistas citados são acusados por formação de quadrilha e roubo de patrimônio público – neste caso, de viaturas. Os policiais também devem passar por um processo administrativo da corporação.
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