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publicado em 31/01/2010 às 08h20:

Facções que atuam no Espírito Santo têm o
mesmo nome de grupos criminosos do Rio

Polícia investiga se grupos capixabas têm relação com facções cariocas

Mario Hugo Monken, do R7, no Rio

Duas facções com o mesmo nome de grupos criminosos do Rio de Janeiro estão controlando e disputando o tráfico de drogas em favelas e bairros da região metropolitana de Vitória e no litoral sul do Espírito Santo. A polícia capixaba investiga se bandidos cariocas estão envolvidos nessas quadrilhas. O delegado Ademir da Silva Pinto, da Divisão de Tóxicos e Entorpecentes, diz que a presença de traficantes do Rio no Espírito Santo está sendo investigada há pelo menos um ano.

- Só no ano passado, prendemos 600 pessoas ligadas ao tráfico de drogas no Estado, o dobro do verificado em 2008. Como o cerco foi apertado no Rio, os bandidos podem estar vindo para cá.

Na capital capixaba, por exemplo, uma facção criminosa do mesmo nome da que controla a favela da Rocinha, em São Conrado, na zona sul carioca, atua no morro da Garrafa. Em Cariacica, na região metropolitana do Espírito Santo, criminosos das localidades de Vila Merlo, morros da Escadinha e da Mariazinha, Duas Bocas, São Geraldo, Boca do Mato, Buraco do Sapo, Flexal 1 e 2 e Itacibá também usam a sigla com as iniciais do nome da facção.

Já o grupo cuja base é o complexo de favelas do Alemão, na zona norte do Rio, é identificado no bairro da Penha e no morro do Jaburu, na capital capixaba. A sigla também é verificada em comunidades do município litorâneo de Vila Velha, como llha dos Bentos, Cobilândia e Jardim Marilândia, além de Parque Laranjeiras, na cidade de Serra.

A relação dessas organizações com as comunidades capixabas é verificada também no site de relacionamentos Orkut e em blogs em que supostos moradores desses lugares trocam mensagens fazendo apologia aos grupos criminosos.

Férias e imitação

O chefe do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas, delegado Orlando Silva, afirmou que os criminosos capixabas gostam de "imitar" os cariocas, mas disse não descartar a presença de traficantes do Rio atuando no Espírito Santo.

- O capixaba tem mania de copiar o Rio. Realmente, as siglas das facções estão pintadas nas paredes e muros de várias comunidades. Nunca prendi ninguém aqui vinculados aos grupos de Rio e de São Paulo, mas acho que pode ter alguém por aqui e até tem. Até porque os grandes traficantes cariocas passam o verão aqui no litoral, em Guarapari e Marataízes

Em setembro do ano passado, foi preso em Guarapari um traficante carioca conhecido como Júnior Calcinha. Segundo a polícia, ele comandaria a venda de drogas na favela Parque Arará, em Benfica, na zona norte carioca.

A suspeita mais forte da ligação entre criminosos dos dois Estados ocorreu em julho do ano passado com a prisão de um criminoso conhecido como Cabeção, em Vila Velha. Segundo policiais, ele tinha relações com traficantes da facção criminosa que controla a Rocinha e estava encarregado de organizar o grupo no Espírito Santo.

Segundo os dois delegados, apesar de tentar imitar o Rio, o tráfico no Espírito Santo é muito pequeno. Orlando Silva diz que as bocas-de-fumo no Estado são muito pulverizadas.

- Praticamente em cada rua, há um ponto de venda de drogas. Não há um grande chefão. Aqui, predomina revólver 38 e pistolas, não há armas grandes.

Embora ainda não tenham o mesmo poder de fogo dos cariocas, os criminosos capixabas importaram do Rio ações violentas. No início de 2007, seis ônibus foram incendiados na região metropolitana de Vitória. De acordo com as investigações, a ordem partiu de presidiários que pressionavam o governo por melhorias no sistema penitenciário, atitude típica dos bandidos fluminenses e paulistas.

A aproximação entre bandidos dos dois Estados, segundo policiais, ocorre também porque grande parte da droga vendida em favelas capixabas é comprada no Rio. No ano passado, os policiais do Espírito Santo prenderam 15 pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha que comprava entorpecentes no Rio para revender em território capixaba.

 
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