Dorivan Marinho/AEPelo menos cem homens da Força Nacional chegaram nesta segunda-feira às cidades do entorno do Distrito Federal
Tropas da Força Nacional chegaram, na manhã desta segunda-feira (18), às cidades do entorno do Distrito Federal. O Ministério da Justiça disponibilizou um efetivo inicial de cem homens para atuar por prazo indeterminado na região. O envio da Força Nacional de Segurança Pública para a região atende a um pedido do governador Marconi Perillo ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O objetivo da ação é reduzir os índices crescentes de violência nos municípios próximos à Brasília.
Luziânia, Cidade Ocidental, Valparaíso, Novo Gama, Santo Antonio do Descoberto, Mimoso de Goiás e Águas Lindas vão ser as primeiras cidades a receber o reforço. Elas são consideradas as mais violentas da região.
Os integrantes da Força Nacional não vão se revesar num trabalho de 24 horas diárias. Nesta primeira etapa, A Força Nacional vai trabalhar no patrulhamento ostensivo. Os soldados vão agir em pontos estratégicos, como ruas dominadas pelo trafico.
Águas Lindas vai receber uma atenção especial, é que nos três primeiros meses deste ano o numero de homicídios aumentou 43% na cidade em relação ao mesmo período do ano passado.
A base da Força Nacional vai funcionar no município de Luziânia. Esta é a segunda vez que a segurança é reforçada no entorno do Distrito Federal. Em 2007, foram apreendidos carros roubados e encontrados foragidos procurados pela Justiça. Na época, houve redução no número de assassinatos após a ação da Força Nacional.
Piauí
Na última sexta-feira (15), o governador do Piauí, Wilson Martins (PSB), informou que também iria convocar a Polícia Militar para atuar no lugar dos policiais civis e agentes penitenciários em greve. O secretario estadual de Segurança Pública, Robert Rios Magalhães, confirmou que o governo pretende convocar a Força Nacional de Segurança Pública.
Os policiais reivindicam um aumento salarial na ordem de 24% e outros benefícios, como auxílio alimentação, convocação de concursados e melhorias nas unidades prisionais. O governo do Estado propôs pagar o reajuste em quatro parcelas até 2012. A proposta foi rechaçada na assembleia geral das categorias, segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis e Agentes Penitenciários, Vilobaldo Carvalho.