27 de Maio de 2012
Policiais militares ligados à Aspra estão em greve por tempo indeterminado
com Balanço GeralUm grupo de 150 homens da Força Nacional de Segurança estava em Salvador na manhã desta sexta-feira (3) para ajudar a reforçar o policiamento e a conter a onda de violência registrada na cidade. Os homens chegaram nesta quinta-feira (2) à noite à capital baiana. A expectativa é que mais 500 militares da Força Nacional e do Exército cheguem à Bahia ao longo do dia para serem enviados ao interior do Estado. As informações são da Secretaria de Segurança do Estado.
Uma série de casos de vandalismo, com assaltos e arrastões em várias áreas de Salvador, foi registrada nos últimos dias desde que PMs ligados à Aspra-BA (Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia) anunciaram greve por tempo indeterminado. A Justiça determinou o fim do movimento grevista.
O secretário de Segurança da Bahia, Maurício Barbosa, disse nesta quinta-feira que o reforço no policiamento integra um pacote de medidas para a restauração da sensação de segurança. Ele se reúne nesta sexta com representantes de associações de policiais para discutir o assunto.
- Não negociamos sob coação.
O juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública, Ruy Eduardo Almeida Brito, considerou ilegal o movimento grevista. De acordo com a Secretaria de Segurança, 85% do contingente policial está nas ruas. No total, são 11 mil policiais militares no Estado. A estimativa é cerca de 2.000 homens aderiram ao movimento.
O procurador-geral do Estado, Ruy Moraes, disse que, se a Aspra não suspender o movimento, será cobrada multa de R$ 80 mil por dia de paralisação. A decisão judicial está em vigor e foi comunicada ontem à Aspra-BA. As informações são da Agência Brasil.
Ataques
Quatro agências do Banco do Brasil, instaladas em bairros nas proximidades do Centro de Salvador, sofreram ataques a tiros na madrugada desta quinta-feira (2). Em todas as unidades, as portas de vidro dos estabelecimentos foram quebradas, mas não houve registro de feridos.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os atentados estão sendo tratados como atos de vandalismo, com o objetivo de criar pânico, porque não houve saques ou tentativas de roubo aos estabelecimentos. Testemunhas que estão sendo ouvidas pela polícia relatam que os ataques foram praticados por homens em motocicletas.
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