27 de Maio de 2012
Ana Paula Campos afirma que bebês eram trancados no banheiro para parar de chorar
Quando começou a trabalhar como coordenadora do berçário em uma creche em Goiânia, a pedagoga Ana Paula Campos de Souza achava que “tinha encontrado o melhor emprego”. Um mês depois, a funcionária se transformou em testemunha daquilo que descreve como “cenas de terror”. Dentro da creche, ela conta que as crianças eram agredidas sistematicamente com tapas e xingamentos pela diretora, que fazia questão de aplicar castigos severos e demonstrar felicidade com a dor dos alunos.
- Maria do Carmo costumava rir quando via as crianças chorando depois que ela as agredia. A diretora contava de forma sádica para nós o que fazia com os alunos. E não deixava a gente intervir ou sair em defesa das crianças.
Maria do Carmo Serrano afirmou à reportagem da Rede Record que não agredia as crianças, mas “que é rigorosa com a educação delas”. À reportagem do R7, o advogado da dona da escola, disse que a cliente não irá se manifestar sobre o caso. Ele ainda afirmou que Maria do Carmo se apresentará à polícia, mas não informou o dia em que isso acontecerá.
As supostas agressões dentro da creche vieram à tona depois que três funcionárias, entre elas a pedagoga Ana Paula, decidiram gravar cenas que mostravam as crianças sofrendo abusos. A gravação foi entregue à delegada Adriana Corsi, que investiga o caso.
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