Bruno chegou na quarta-feira ao presídio Nelson Hungria, em Contagem
Publicidade
O goleiro Bruno Fernandes foi levado, na manhã desta quinta-feira (23), ao hospital Socor, no bairro Barro Preto, na região centro-sul de Belo Horizonte, para fazer exames, segundo a Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social) de Minas Gerais. Ele saiu do presídio Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de BH nesta manhã e deve retornar ainda no período da tarde.
De acordo com a Seds, na quarta-feira (22), foi visto que o goleiro fazia uso de “diversos medicamentos controlados sem receita médica”. Além disso, a secretaria informou, em nota, que Bruno “se queixa de dificuldades para dormir”.
Ele vai fazer um check up no Socor, com o objetivo de “avaliar a necessidade do uso dos medicamentos e seu estado de saúde”.
Bruno é acusado do sequestro e morte de Eliza Samudio, ex-amante do atleta, em processos que correm no Rio e em Minas. Ele estava presos em Bangu 2, na zona oeste da capital fluminense até a manhã de quarta-feira. O juiz da 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, Marco José Mattos Couto, determinou na última sexta-feira (17) a transferência de volta para Minas Gerais.
Em interrogatório, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, afirmou que Bruno já tentou se matar várias vezes nos últimos dois meses em que permaneceu preso. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Rio, Macarrão disse na audiência que "não está mais aguentando" essa situação.
O advogado dos acusados, Ércio Quaresma, disse, após a audiência, ter ouvido de Macarrão que Bruno manifestou por diversas vezes a vontade de acabar com a própria vida.
Segundo o defensor, Macarrão afirma que o goleiro tem usado medicamentos acima da dosagem e que o atleta teria sido flagrado manuseando uma "tereza" - corda feita de lençóis amarrados uns aos outros - na cadeia. Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio negou o fato.
Quaresma disse que Bruno desmaiou ao menos nove vezes nos últimos dias e que a defesa estuda a possibilidade de pedir tratamento psiquiátrico para o goleiro na prisão. Na sexta-feira, Bruno desmaiou na cela do fórum de Jacarepaguá após sofrer queda do nível de glicose. Uma ambulância foi chamada para socorrê-lo.
Em interrogatório, Bruno e Macarrão se reservaram o direito constitucional de permanecer calados. A audiência contou com depoimentos das testemunhas convocadas pela defesa. Entre elas, estavam a presidente do Flamengo, Patricia Amorim, o atual diretor-executivo de futebol do clube, Zico, e o lateral-direito Leonardo Moura, além do goleiro Paulo Victor, do lateral-esquerdo Rodrigo Alvim e do zagueiro Tite, do Vasco.
A mãe de Eliza Samudio, Sônia Fátima Moura, compareceu ao fórum e chorou ao ver o goleiro e Macarrão.