27 de Maio de 2012
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Mas, segundo a Abav, compra de abadá para o Carnaval começa a aumentar
A greve da Polícia Militar na Bahia perdeu força na sexta-feira (10), mas os visitantes ainda não haviam voltado aos pontos turísticos mais tradicionais de Salvador, como o Pelourinho e o Farol da Barra.
O vendedor de caldo de cana Edmundo de Jesus, que trabalha no Farol da Barra, disse que o local deveria estar cheio.
- Assim está parecendo [o movimento dos dias] depois que o acaba o Carnaval.
O local é uma importante atração turística de Salvador e ponto de partida de um dos circuitos de blocos da cidade.
As estruturas de metal e madeira em que serão instalados os camarotes estão em plena montagem, mas os turistas que normalmente já estariam por aqui com a proximidade do Carnaval ainda não chegaram. O vendedor de óculos escuros José Raimundo diz que o prejuízo foi causado pela greve.
- Essa greve atrapalhou muito. Caiu 90% o nosso movimento aqui.
Greve da PM cancela reserva de hotéis e comércio já fala em prejuízo de R$ 400 milhões
Mas o ambulante disse que está confiante de que tudo vai estar em ordem para o Carnaval.
- Tem que estar. É importante demais isso para a gente, os policiais sabem.
Assembleia realizada na tarde de sexta manteve a paralisação dos policiais baianos, mas, no mesmo dia, o comandante da PM do Estado, coronel Alfredo Castro, disse que cortará o ponto dos policiais que prosseguirem a greve - ou seja, o comando deixará de entender as faltas como adesão ao movimento grevista.
Segundo ele, 85% dos policiais da região metropolitana de Salvador já voltaram ao trabalho.
Uma nova assembleia deverá rediscutir a continuidade da greve neste sábado (11).
Abadás
Ao mesmo tempo, o presidente da regional baiana da Abav (Associação Brasileira das Agências de Viagens), Pedro Galvão, disse que a tendência de cancelamentos de reservas e de queda na vendas de abadás - observada nos momentos mais tensos da greve - já estão se revertendo.
- Temos notícias de que as vendas de abadás pela internet já estão sendo retomadas e tenho certeza que vamos reverter essas reservas que foram canceladas.
Entre os pouco turistas passeando e fotografando o Farol da Barra estava o casal paulista Vanessa Andrade e Pedro Alberto, que chegou na quinta-feira (9) para três dias em Salvador e vai embora no domingo (12).- Nem vamos ficar para o Carnaval. Viemos ver a greve.
O casal admite que a falta de policiamento nas ruas gerou um clima de insegurança e 'um pouco de medo', mas os dois dizem que, de longe, tinham a impressão de uma situação bem pior do que aquela que encontraram.
- A mídia sempre aumenta.
Movimento 'fraquíssimo'
A família do gaúcho Rodrigo Cegalla quase desistiu do plano de vir a Salvador por causa da greve. Eles estão passando as férias em um resort ao norte da cidade, mas já pretendiam ter vindo visitar a capital antes. Com a paralisação dos policiais, só no ultimo dia das férias tomaram coragem para conhecer o Pelourinho.
- Com o Exército na rua acho que me senti até mais seguro do que se fosse a polícia. Vamos dizer a nossos amigos que, com medo, ficaram no resort que eles perderam uma grande oportunidade.
Mas são ainda são relativamente poucos os turistas no centro histórico de Salvador. A baiana de acarajé Alaíde - que tem sua banca de comidas típicas no Pelourinho - classificou o movimento de 'fraquíssimo'.
- Quando está bom chego a vender R$ 200 e hoje [sexta-feira] não cheguei nem a R$ 20.
A baiana diz que fica feliz com as indicações de que a greve está no fim, mas cobra do governo mais policiamento na periferia de Salvador.
- Aqui no Pelourinho, que é turístico, tinha polícia mesmo durante a greve. Agora lá nos bairros, mesmo sem greve não tem polícia pra a gente.
Assista ao vídeo:
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