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publicado em 05/04/2010 às 22h35: atualizado em: 05/04/2010 às 22h45

Guerra do tráfico divide presidiários no Rio de Janeiro

Muro separa presos que fazem parte de facção daqueles que traíram grupo

Do Jornal da Record

Presos no Rio de Janeiro vivem isolados à espera de vaga em um presídio. Eles são jurados de morte por outros presidiários e se denominam de “Povão de Israel”, segundo reportagem feita por Vinícius Dônola. A série do Jornal da Record “Separados pela Guerra” mostra essa a situação a partir desta segunda-feira (5).

Entre estes presidiários, há ex-policiais ligados às milícias e também ladrões que traíram a própria facção. Segundo o Governo do Estado, 3.029 presos vivem assim, na carceragem, e mais de 1.500 não podem ter contato com outros que estão ligados à facções criminosas porque estão sob ameaça.

De acordo com o coordenador das carceragens, Orlando Zaccone, a administração da cadeia é responsável pela segurança do preso.

- Quem toma conta do preso é responsável pela integridade dele. Se você coloca um preso que tem um perfil diferente daquele da unidade, ele vem a sofrer violências físicas. É algo que tem que ser muito bem pensado.

Para o local conhecido como “seguro” são levados aqueles que não têm ou já tiveram ligação com alguma facção criminosa e vivem sob ameaça. Para evitar confrontos, foi erguido um muro que vai do chão até o teto. Neste lado, ficam 190 presos. Do outro lado, estão 240 homens de uma facção criminosa.

 


É nestas cadeias que costuma ser praticado o crime de falso sequestro. De lá, os presos fazem ligações de dentro da cadeia para a vítima simulando que estão em poder de um parente e exigem pagamento pelo resgate.

Segundo Zaccone, este crime é característico dos presos que não fazem parte de nenhuma facção criminosa e estão no lado “seguro” da cadeia.

- Porque eles não têm um financiamento externo, como as outras facções têm na venda de drogas, então eles passam a buscar um financiamento das suas atividades através do próprio sistema.

No complexo da penitenciária Frei Caneca, que foi implodido no último dia 13 de março, os presos eram divididos por facções. Havia os pavilhões que eram exclusivos para o Comando Vermelho, os do Terceiro Comando e uma área destinada aos policiais bandidos. As mulheres não tinham divisão, todas viviam juntas no mesmo espaço.

Os presos da Frei Caneca foram transferidos para outros presídios do Estado. Os carcereiros, que também tiveram que se mudar, precisam trabalhar nas áreas onde estão as mesmas facções criminosas que atuam no bairro onde moram.

 
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