Muro separa presos que fazem parte de facção daqueles que traíram grupo
É nestas cadeias que costuma ser praticado o crime de falso sequestro. De lá, os presos fazem ligações de dentro da cadeia para a vítima simulando que estão em poder de um parente e exigem pagamento pelo resgate.
Segundo Zaccone, este crime é característico dos presos que não fazem parte de nenhuma facção criminosa e estão no lado “seguro” da cadeia.
- Porque eles não têm um financiamento externo, como as outras facções têm na venda de drogas, então eles passam a buscar um financiamento das suas atividades através do próprio sistema.
No complexo da penitenciária Frei Caneca, que foi implodido no último dia 13 de março, os presos eram divididos por facções. Havia os pavilhões que eram exclusivos para o Comando Vermelho, os do Terceiro Comando e uma área destinada aos policiais bandidos. As mulheres não tinham divisão, todas viviam juntas no mesmo espaço.
Os presos da Frei Caneca foram transferidos para outros presídios do Estado. Os carcereiros, que também tiveram que se mudar, precisam trabalhar nas áreas onde estão as mesmas facções criminosas que atuam no bairro onde moram.