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publicado em 21/07/2010 às 09h11:

IML diz que Macarrão não sofreu agressão
na Divisão de Investigações de Belo Horizonte

Resultado do exame feito na segunda-feira (19) foi divulgado no final da terça (20)

Ana Letícia Leão, enviada do R7 a Belo Horizonte

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O laudo feito pelo IML (Instituto Médico Legal) de Minas Gerais em Luiz Henrique Romão, o Macarrão, deu resultado negativo para agressão. O exame foi feito na noite da segunda-feira (19), após Macarrão deixar a sede da Divisão de Investigações de Belo Horizonte (MG).

O suspeito de envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio foi submetido ao exame depois que seu advogado, Ércio Quaresma, afirmou que Macarrão teria sido agredido com um tapa no peito dado pelo delegado Júlio Wilke, da Delegacia de Homicídios Leste de Belo Horizonte, dentro da divisão. A agressão teria ocorrido durante o interrogatório a que Macarrão foi submetido na segunda.

No dia, Quaresma afirmou que a pancada foi tão violenta que seu cliente ficou com um hematoma. O delegado negou a agressão e disse que nem estava no local no momento do suposto tapa. Segundo o IML, Macarrão não tem sinais de agressão.

Depoimentos na quinta
O goleiro Bruno e outros três suspeitos de envolvimento no desparecimento de morte de Eliza Samudio serão ouvidos na quinta-feira (22) durante a audiência de instrução do adolescente de 17 anos, primo do jogador. A oitiva está marcada para as 13h30 e será presidida pelo juiz Elias Charbil Abdou Obeid, da Vara da Infância e da Juventude.

O Ministério Público entrou com uma representação contra o menor por sequestro, homicídio e ocultação do cadáver de Eliza, ex-amante de Bruno, no dia 13 de julho. Se pegar o prazo máximo da medida socioeducativa, o adolescente poderá ficar até três anos internado.

Também serão ouvidos na audiência os suspeitos Luiz Henrique Romão (o Macarrão), o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos (conhecido como Bola) e Sérgio Rosa Sales (primo de Bruno). 

O membro do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) Ariel de Castro Alves explica que o objetivo da audiência de instrução não é apurar a responsabilidade dos adultos envolvidos no caso, mas descobrir qual foi a participação do adolescente no crime.

O juiz tem até 45 dias, que é o prazo máximo de detenção temporária, para dar uma sentença para o menor. Enquanto isso, ele permanece internado Ceip (Centro de Internação Provisória), no bairro Horto, zona leste de Belo Horizonte.

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