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publicado em 30/07/2010 às 16h19:

Investigação do caso Eliza não termina
com entrega do inquérito, diz delegado

Edson Moreira afirmou que buscas pelo corpo de Eliza Samudio irão continuar

Do R7

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As investigações sobre a morte de Eliza Samudio não foram encerradas. Segundo o delegado que preside o caso em Belo Horizonte (MG), Edson Moreira, apesar de entregar o inquérito policial ao Ministério Público, a polícia mineira continuará trabalhando no caso.

Moreira afirmou, na tarde desta sexta-feira (30) durante coletiva na sede do Departamento de Investigações, que as buscas pelo corpo de Eliza irão continuar e, junto com elas a procura de mais alguns subsídios que “venham reforçar ainda mais as provas”.

- Quanto mais, melhor.

Essas possíveis novas provas serão anexadas ao inquérito posteriormente, já nas mãos do Ministério Público, o que legalmente é permitido.

Ele reconheceu que a "materialidade do crime" (descoberta do corpo de Eliza) é importante, mas disse que existem várias provas científicas que comprovam a morte da jovem, como o sangue encontrado dentro do carro de Bruno. Ele falou também que a descrição da morte de Eliza por asfixia dada pelo adolescente de 17 anos, primo de Bruno, em seus depoimentos também está "calçada cientificamente". O delegado citou ainda o resultado de cruzamentos telefônicos dos suspeitos como prova do crime.

Crime premeditado

Também durante a coletiva, Moreira disse que o goleiro suspenso do Flamengo Bruno Fernandes começou a planejar a morte de sua ex-amante no mês de maio. Segundo o delegado, após ter se desentendido com Eliza por tentar fazer com que ela abortasse o filho em 2009, Bruno começou a se reaproximar da jovem em maio deste ano já planejando a sua execução. 

As afirmações foram feitas na tarde desta sexta-feira (30) na sede da Divisão de Investigações de Belo Horizonte (MG). Para Moreira, Bruno tentou reconquistar a confiança de Eliza quando alugou para ela um quarto em um flat no Rio de Janeiro.

- Isso já é, para a investigação, o preparatório para o crime [sic].

Mas, de acordo com Moreira, a prática da execução só teve início no dia 4 de junho, quando Eliza foi presa e começou a ser torturada por Bruno e seus supostos comparsas.

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