27 de Maio de 2012
Maria José Starling teria tomado remédios em excesso e foi socorrida pela PM

A juíza Maria José Starling, suspeita de cobrar R$ 1,5 milhão para conseguir a libertação do goleiro Bruno Fernandes de Souza, foi levada para um hospital de Belo Horizonte (MG), no fim da tarde desta segunda-feira (8), após tomar muitos remédios. Ela foi acusada da extorsão pela dentista Ingrid Oliveira, noiva do jogador.
Bruno está detido na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria e é acusado de sequestrar e assassinar a ex-amante Eliza Samudio, com quem teve um filho.
Starling é investigada por tráfico de influência e foi afastada do cargo na comarca de Esmeraldas, na região metropolitana da capital mineira, por determinação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG). Ela aparece em várias interceptações telefônicas feitas com ordem judicial dando orientações jurídicas a Ingrid, que mora no Rio de Janeiro e é convidada pela magistrada a ficar em sua casa quando estiver em Belo Horizonte.
A juíza também dá a entender que, por ela, jogaria a culpa pela morte de Eliza em Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão. Ele também está preso a espera de julgamento pelo sequestro e morte de Eliza, que está desaparecida desde junho do ano passado e cujo corpo nunca foi encontrado.
A Polícia Militar foi acionada, nesta segunda-feira, por uma mulher que teria trabalhado com a magistrada e relatou que ela estava muito "alterada". Integrantes do 22º Batalhão da PM e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) estiveram na casa da juíza no bairro Santa Lúcia, na região centro-sul de Belo Horizonte, e a levaram para o Hospital Life Center.Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
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