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publicado em 10/08/2011 às 05h55:

Justiça de MG decide nesta quarta-feira se acusados de matar Eliza Samudio vão a júri popular

Processo está em segunda instância e já completou um ano e um mês

Do R7

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O Tribunal de Justiça de Belo Horizonte decidirá, nesta quarta-feira (10), se o ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes e outros sete acusados de matar Eliza Samudio irão, ou não, a júri popular. A partir das 13h30, os desembargadores Doorgal Andrada, Herbert Carneiro e Delmival de Almeida Campos definirão o julgamento dos acusados. 

Entenda como funciona um júri popular


Em 2010, a Justiça definiu que os acusados deveriam ir a júri popular. Os advogados, porém, entraram com recurso. O desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, completou um ano em junho deste ano. No dia 4 de julho de 2010, Eliza fez um último contato por telefone com uma amiga.

Apesar de a polícia ainda não ter encontrado o corpo dela, o delegado responsável pelo caso diz que as investigações concluem que ela está morta. O ex-goleiro do Flamengo é apontado como o mandante do crime.

Um ano após o desaparecimento, a Justiça ainda não julgou os acusados de participação no crime. Quatro réus do caso estão presos: o goleiro Bruno Fernandes, o amigo dele Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, o primo Sérgio Rosa Sales e o Bola, que é ex-policial civil e seria acusado de outros crimes.

Outros quatro acusados, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, ex-mulher de Bruno, Fernanda Gomes de Castro, ex-amante do jogador, Elenilson Vitor da Silva e Wemerson Marques de Souza responderão ao processo em liberdade. Todos negam o crime.

De acordo com a versão da polícia, Eliza e seu filho, na época com quatro meses, foram sequestrados e levados para o sítio do goleiro em Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Lá, os dois teriam ficado reféns por alguns dias. A jovem teria sido espancada nesse período em que ficou no sítio.

A polícia diz ainda que, no dia 7 de julho, Eliza teria sido levada para a casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em Vespasiano. Ele teria, então, estrangulado a vítima até a morte e depois esquartejado o corpo dela. Os restos mortais foram dados como comida para seus cachorros rottweilers e outra parte do corpo foi cimentada na obra da casa.

Assista ao vídeo:



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