Decisão será dada pelo desembargador Júlio Cesar Gutierrez na próxima semana
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que o desembargador Júlio Cesar Gutierrez, da 4ª Câmara Criminal, vai decidir na próxima semana se a juíza Marixa Fabiane Lopes, da Vara do Tribunal do Juri de Contagem, poderá julgar o caso que envolve a possível morte da ex-amante do goleiro Bruno Fernandes. A informação foi confirmada pelo TJ neste sábado.
A análise ocorre porque o advogado do goleiro, Ércio Quaresma, entrou com um recurso no TJ no último sábado (31), alegando que o crime teria ocorrido em Vespasiano, região metropolitana de Belo Horizonte, e não em Contagem. Segundo ele, por causa disso a decisão não cabe a uma juíza de Contagem.
De acordo com o TJ, se a Marixa não for considerada competente para julgar o caso, nada do que foi determinado até o momento será invalidado. O TJ afirma que a juíza aponta medidas cautelares julgadas na comarca de Contagem, como prisão temporária dos investigados, buscas, apreensões, quebra de sigilos telefônicos e dados cadastrais dos investigados.
Ainda segundo a juíza, no início das investigações “as suspeitas eram de que o crime teria sido praticado dentro do sítio do goleiro Bruno, que fica localizado no limite das comarcas de Contagem e Esmeraldas. E como o corpo não foi encontrado, elemento que poderia nortear sobre o local da infração, e, portanto, de competência para julgamento, tem-se que a ação penal deve desenvolver-se no local que facilite a melhor instrução”.
Denúncia
A juíza Marixa aceitou na quinta-feira (5) a denúncia do Ministério Público contra nove envolvidos na morte de Eliza Samudio. O jogador; Dayanne Souza, sua ex-mulher; Luis Henrique Romão, o Macarrão; Sérgio Rosa Sales, o Camelo; Elenilson Vitor da Silva; Wemerson Souza, o Coxinha; Flávio Caetano Araújo e Fernanda Gomes Castro passam a ser réus e respondem por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, responderá por dois crimes: homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Ao aceitar a denúncia, a Justiça também transformou a prisão temporária (com duração de 30 dias) de oito dos envolvidos em prisão preventiva, em que os réus ficam detidos até o julgamento ou até a revogação da prisão.
Segundo a denúncia, Eliza Samudio foi cruelmente assassinada na noite de 10 de junho de 2010, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte. Os acusados planejaram e executaram o plano para matá-la em comum acordo.
De acordo com o promotor de Justiça, Gustavo Fantini, o fato de não se ter ainda localizado o corpo de Eliza não interfere no processo, pois existem várias outras formas de se provar o homicídio.
Além dos nove acusados, um adolescente de 17 anos que está envolvido no crime cumpre medida socioeducativa em uma unidade para menores de idade de Minas Gerais.