Defesa queria que Justiça assegurasse o direito do suspeito de não prestar depoimento
A Justiça de Minas Gerais negou o pedido de mandado de segurança para o ex-policial civi Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, suspeito de estrangular e esquartejar a ex-amante do jogador Bruno.
A solicitação foi feita pela defesa para a Justiça assegurasse o direito ao suspeito permanecesse calado. Segundo advogado Zanone Manoel de Oliveira, a Polícia Civil de Minas Gerais insiste em pedir depoimento ao seu cliente, que já disse só falar em juízo sobre o caso.
Oliveira disse que pediu a Vara Criminal de Belo Horizonte que notifique a Promotoria sobre supostos abusos cometidos pela Polícia Civil. Segundo o advogado, seu cliente fica por horas sentado na delegacia sendo pressionado para participar de acareações e prestar depoimento.
– O ônus da prova é de quem acusa. Meu cliente tem total direito de permanecer calado.
No entendimento de Oliveira, as medidas da polícia são um constrangimento legal e podem configurar abuso de autoridade. A Vara deve decidir na manhã de segunda-feira (19) se manda uma notificação para a Polícia Civil. Oliveira disse que também já prepara um mandado de segurança para o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, caso os supostos abusos sigam acontecendo.
A assessoria de imprensa da Polícia Civil de Minas Gerais disse que desconhece as queixas do advogado.