Acusada de agredir filha adotiva, Vera Lúcia de Sant´Anna está foragida
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro não aceitou pedido de liminar (decisão provisória) feito pela defesa da procuradora aposentada Vera Lúcia de Sant´Anna Gomes para evitar sua prisão. O anúncio foi feito na tarde desta segunda-feira (10).
Acusada de agredir a filha adotiva de dois anos, ela está foragida desde a última quarta-feira (5) quando teve a prisão preventiva decretada. Sua defesa entrou com pedido de liminar na sexta-feira (7). O mérito ainda será julgado.Em seu despacho, a desembargadora Gizelda Leitão Teixeira, da 4ª Câmara Criminal, afirmou que, o fato de a procuradora ter desaparecido, sem qualquer informação ao juízo, demonstrou que ela está disposta a desafiar uma ordem judicial.
- Logo, se motivos não houvesse para decretação da custódia preventiva [lembrando que o Ministério Público atribui-lhe a prática de crime de natureza hedionda, o que exige cautela na manutenção da liberdade do agente que o comete], agora há motivos e bem contundentes para que a paciente seja mantida custodiada, pois demonstrou verdadeiro desprezo pela Lei e pelas decisões judiciais o que, na condição de Procuradora de Justiça aposentada, tendo integrado por anos a Nobre e séria instituição do Ministério Público, mostra-se intolerável, sendo, data venia, a paciente imerecedora de qualquer mercê.
O advogado da procuradora, Jair Leite Pereira, afirmara na semana passada ter a certeza de que a prisão seria cancelada e que somente após o julgamento do recurso a cliente poderia se entregar. O R7 ainda tenta um contato com ele.
Por causa das supostas agressões, Vera Lúcia foi denunciada por tortura. Na acusação, o Ministério Público mencionou, com base em depoimento de uma integrante do Conselho Tutelar, que ela faria parte de uma seita satânica que tinha como objetivo sacrificar a menina.