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publicado em 28/07/2010 às 13h42: atualizado em: 28/07/2010 às 14h02

Justiça nega liberdade a três suspeitos de matar Eliza

Elenilson Vitor da Silva, Flavio Caetano e Wemerson Souza permanecerão presos

Do R7

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O TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) negou nesta quarta-feira (28) três pedidos de liberdade feitos pela equipe de advogados que representa a maioria dos suspeitos de matar Eliza Samudio. Isso faz com que Elenilson Vitor da Silva, Wemerson Souza, mais conhecido como "Coxinha", e Flavio Caetano permaneçam presos (veja quem é quem no infográfico abaixo).

O pedido de habeas corpus (termo jurídico para o ato de a Justiça permitir que os suspeitos respondam ao processo em liberdade) foi protocolado na segunda-feira (26). A defesa argumentou que a prisão temporária é "inaceitável constrangimento legal”, pois não existem razões técnicas para isso. Os advogados alegam que todos têm residência fixa, trabalho legalizado, colaboraram com a polícia e nunca tentaram fugir da prisão.

A decisão é do desembargador Júlio Cezar Gutierrez, da 4ª Câmara Criminal do TJMG. Na decisão, ele disse não ver no processo elementos suficientes para uma decisão liminar. O desembargador também destacou que as condições favoráveis a liberdade dos suspeitos mostradas pela defesa não garantem o benefício.

A equipe de defesa representa também os presos Bruno Fernandes, Dayane Rodrigues do Carmo Souza e Luiz Henrique Romão, mais conhecido como Macarrão.

Nota publicada no site do TJMG afirma que ao menos 19 pedidos de habeas corpus foram feitos em favor do goleiro Bruno Fernandes e as outras seis pessoas presas suspeitas de envolvimento no desaparecimento de Eliza. Todos foram negados.

A polícia mineira trabalha há um mês na investigação do desaparecimento da jovem Eliza Samudio. No dia 24 do mês passado, os policiais receberam a primeira informação sobre o caso: a denúncia anônima de que uma mulher teria sido agredida e morta no sítio do atleta, em Esmeraldas (MG). Bruno é considerado pela polícia como o responsável pelo sumiço da ex-amante. Ele nega participação no crime.

O presidente das investigações, Edson Moreira, espera terminar o inquérito em até duas semanas. Para que isso aconteça, falta ainda a conclusão de alguns laudos como o exame feito nos cachorros de Bola, que teriam comido partes do corpo de Eliza, depois de ela ser estrangulada e esquartejada pelo o ex-policial civil.


 
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