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publicado em 19/10/2009 às 14h47:

Ministério nega que ordem de ataque a Rio veio de presídio

Departamento Penitenciário Nacional informa que "não existe condições de comunicação com ambiente externo"

Do R7

O Ministério da Justiça negou nesta segunda-feira (19) que a ordem para ataques ao morro dos Macacos, em Vila Isabel (zona norte do Rio), tenha partido dos chefes de uma facção criminosa detidos nos presídios federais de Catanduvas (PR) e Campo Grande (MS) . Agentes do Serviço de Inteligência da Polícia Civil disseram ao R7 que os chefes da facção criminosa deram ordens para que os traficantes do grupo invadam outras favelas cariocas nas próximas semanas. As investigações feitas até agora revelam que o objetivo do ataque ao morro dos Macacos, em Vila Isabel, zona norte, no último sábado (17), não era tomar os pontos de venda de drogas. Eles queriam obrigar os bandidos deste morro, que reforçam as favelas da Tijuca, a retornarem para os Macacos. Isso facilitaria o ataque ao Casa Branca e ao Cruz.

A guerra do tráfico ocorrida desde a última sexta-feira (16) deixou um total de 17 mortos. A maior parte, dez, no morro dos Macacos. Outros três mortos eram policiais militares que estavam em um helicóptero que foi abatido no sábado. No domingo foram localizados dois corpos no morro São João e dois supostos criminosos no morro do Jacarezinho.

Em nota enviada à imprensa, o Depen (Departamento Penitenciário Nacional), do Ministério da Justiça, informou que o diretor Sistema Penitenciário Federal, Wilson Damázio, conversou por telefone com o Segurança Pública do Rio de Janeiro, Mariano Beltrame. Beltrame, segundo o Ministério da Justiça, desautorizou o que os agentes do Serviço de Inteligência da Polícia Civil disseram ao R7 e negou que tal informação tenha partido do órgão. A comunicação dos presos não é possível, segundo o Depen, pois "o aparato de segurança presente nas unidades não permitem comunicação com o ambiente exterior".

O Ministério da Justiça informou ainda que são 26 os presos do Rio de Janeiro cumprindo pena em penitenciárias federais de segurança máxima. O contato entre o Depen e a secretaria são constantes, segundo a nota.O Depen disse ainda que "as penitenciárias federais são de segurança máxima especial e contêm o que há de mais moderno em termos de equipamentos de segurança". Os sitemas de inteligência são sofisticados e os agentes recebem treinamento especial, segundo a nota. Nos três anos de funcionamento desses presídios, não foram registradas mortes, fugas, rebeliões, entrada de aparelhos celulares ou armas. A nota informa ainda que "as visitas dos presos e os advogados recebem acompanhamento especial e, na maioria dos casos, são monitoradas com ordem judicial".

 
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