27 de Maio de 2012
Cinco pessoas foram chamadas pela defesa de Macarrão
O fórum de Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte, começa nesta quarta-feira (3) a ouvir 15 testemunhas de defesa dos acusados de matar Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes. Inicialmente, seriam três depoimentos, mas a Justiça resolveu convocar outras pessoas chamadas pela defesa que moram nas proximidades da cidade.
Veja imagens da busca dos bombeiros pelo corpo de Eliza na manhã desta quarta-feira (3), no parque Lagoa do Nado, em Belo Horizonte.
Dificilmente todos serão ouvidos nesta quarta. A audiência deve continuar ao longo desta semana.
Das 15 testemunhas, cinco foram chamadas pela defesa de Luis Henrique Ferreira Romão, mais conhecido como Macarrão. Uma testemunha foi chamada pelo advogado de Bruno, que é o suspeito de ser o mentor do crime.
A sessão estava marcada para começar às 10h, mas só começou por volta das 11h15, segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
Testemunhas já foram ouvidas nas cidades mineiras de Contagem, Vespasiano e Belo Horizonte. A última sessão foi no dia 26 de outubro, quando todos os acusados foram ouvidos (veja quem é quem no infográfico abaixo).
Na ocasião, o goleiro e o amigo disseram a jornalistas que a jovem está viva e que eles não mereciam estar presos. Macarrão afirmou ainda que Eliza conseguiu "acabar com a vida de todos".
- A Eliza sempre falava que ia acabar com a vida do Bruno. Mas ela acabou com a vida de todos, inclusive com a minha. Ela está viva e escondida em algum lugar.
Bruno reforçou a afirmação de Macarrão e disse acreditar que a ex-amante esteja em São Paulo. O ex-goleiro ainda afirmou que "não matou ninguém e que não merecia passar por isso".
- Ainda não cedi o material genético para o DNA, mas se precisar eu faço isso e assumo o filho sem problemas. Não mereço estar preso, pois tenho família e profissão.
Ainda há audiências marcadas nas cidades de Santos, Osasco e Contagem. A última sessão de instrução deve acontecer no dia 17 de novembro. Depois disso a Justiça deve decidir se os acusados irão para júri popular.
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