27 de Maio de 2012
Dayane Souza diz que foi obrigada por Macarrão a mentir sobre paradeiro do filho da modelo
"Senhor promotor,
Quando sai do sitio naquela tarde do dia 25/06/2010 não sai com a intenção de me esconder e nem esconder a criança. Eu realmente estava me dirigindo até a casa da minha mãe, antes de sair do sítio liguei para Macarrão para ver se eu podia levar a criança uma vez que ele dizia para não sair com ela do sítio. Durante o percurso, recebi ligações do Macarrão, que segundo ele, soube através da imprensa que a delegada queria me ver. Até determinado momento não sabia que estava solicitando a busca do bebê, mas sim o suposto homicídio”.
Ao chegar na casa da minha mãe, o Macarrão pediu que eu retornasse ao sítio, a criança permaneceu juntamente com as minhas filhas na casa da minha mãe, quando cheguei de volta ao sítio vi que a polícia havia levado todos os funcionários. Retornei a ligação ao Macarrão para relatar o acontecido, foi quando ele pediu que retirasse o bebê da casa da minha mãe por que a criança não podia ser vista pela polícia, no momento, ele se apavorou e não me disse o porquê, apenas disse que explicaria depois. Nesse momento, ele entra em contato com um policial civil para conseguir através dele localizar os funcionários que haviam sido levados.
A esse mesmo policial, o Macarrão deu o meu número de telefone para que ele me ligasse informando o endereço onde os funcionários do sítio estavam. A esse policial tal qual o nome eu não sei, cujo o apelido é Zezé, eu pedi que ele ligasse para a delegacia e me dissesse do que se tratava, o motivo pelo qual a delegada queria me ver, ele foi informado de que era para eu comparecer na delegacia ainda naquela noite. Sempre que eu falava com o Macarrão ele dizia que não era nada grave, que nada grave havia acontecido, mas comecei a desconfiar que tinha algo errado no ar, pela agitação e pelas ligações contínuas. Daí então ele me pediu que se perguntassem pela criança, que era para eu negar a existência do bebê.
Ao chegar na delegacia, fui indagada em relação ao bebê. E a princípio neguei o seu paradeiro, mas após conversar com a delegada, e ao saber de certa forma o que supostamente teria acontecido com a mãe da criança (Eliza), que a possibilidade do bebê estar correndo risco de vida era muito grande. Foi no momento em que me preocupei com a situação e revelei que a criança estava realmente comigo, mas a pedido do Macarrão eu tinha entregado o bebê ao Coxinha e ao Flávio, no momento em que ele pediu para tirar o bebe da casa da minha mãe. Ele manteve contato direto com o Coxinha. Revelei então que eles sabiam ao certo o paradeiro do bebê. Temi o que poderia acontecer com ele (o bebê) diante do que a delegada me relatou.
Nesta mesma noite do dia 25 para o dia 26, creio que o senhor tenha conhecimento de que me foi dado voz de prisão e não tive mais nenhum contato com o Bruno Souza, somente com o Macarrão. Fui liberada na tarde do dia 26.06.10 e me dirigi de volta a casa da minha mãe, quando cheguei lá minhas filhas tinham ido até a casa da avó paterna, segui então até lá, sai quando que ao encontrar o Sérgio ele disse que se na noite do “dia 10 de junho eu não tivesse aceitado olhar o bebê, a essa hora a criança poderia estar morta porque a intenção do Macarrão era eliminar mãe e filho.
Da minha parte não sei se foi sorte ou permição de Deus, pressentimento ou instinto materno, só Deus sabe.
Bruno Samudio não ocupa o lugar de Eliza e nem preenche o vazio deixado por ela, mas um pedaço dela permaneceu entre os que a amam.
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