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27 de Maio de 2012

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publicado em 08/11/2010 às 20h46:

Leia a íntegra da carta da ex-mulher do
Bruno sobre o caso Eliza Samudio

Dayane Souza diz que foi obrigada por Macarrão a mentir sobre paradeiro do filho da modelo

Do R7

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O advogado da ex-mulher do goleiro Bruno, Dayane Rodrigues do Carmo Souza, entregou nesta segunda-feira (8), uma carta à juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, em que a ré conta que foi obrigada por Macarrão, amigo do atleta, a mentir sobre o paradeiro da criança. Dayane relata que decidiu contar a verdade depois que a delegada responsável pelo caso contou que o filho de Eliza Samudio corria risco de vida. 

Em tom de desabafo, a ex-mulher de Bruno relata que “muitos dizem que eu estava no lugar errado, na hora errada (em referência ao sítio de Bruno, em Esmeralda), mas eu talvez eu estava sim no lugar errado, mas na hora certa [sic]”. Dayane disse que é um alento saber que o filho de Eliza está vivo. A intenção de Macarrão, segundo ela, era matar a modelo junto com o bebê.

A acusada ainda conta que Bruno “não admitia em hipótese alguma o fato do nome dele ter sido dado à criança”. Por isso, ele colocou informalmente o nome de Ryan no bebê.

- [Bruno mudou o nome] não com a intenção de tirar a ligação do bebê à mãe [sic], mas sim por pura antipatia [...] 

Leia abaixo a carta transcrita na íntegra: 

"Senhor promotor, 

Quando sai do sitio naquela tarde do dia 25/06/2010 não sai com a intenção de me esconder e nem esconder a criança. Eu realmente estava me dirigindo até a casa da minha mãe, antes de sair do sítio liguei para Macarrão para ver se eu podia levar a criança uma vez que ele dizia para não sair com ela do sítio. Durante o percurso, recebi ligações do Macarrão, que segundo ele, soube através da imprensa que a delegada queria me ver. Até determinado momento não sabia que estava solicitando a busca do bebê, mas sim o suposto homicídio”. 

Ao chegar na casa da minha mãe, o Macarrão pediu que eu retornasse ao sítio, a criança permaneceu juntamente com as minhas filhas na casa da minha mãe, quando cheguei de volta ao sítio vi que a polícia havia levado todos os funcionários. Retornei a ligação ao Macarrão para relatar o acontecido, foi quando ele pediu que retirasse o bebê da casa da minha mãe por que a criança não podia ser vista pela polícia, no momento, ele se apavorou e não me disse o porquê, apenas disse que explicaria depois. Nesse momento, ele entra em contato com um policial civil para conseguir através dele localizar os funcionários que haviam sido levados. 

A esse mesmo policial, o Macarrão deu o meu número de telefone para que ele me ligasse informando o endereço onde os funcionários do sítio estavam. A esse policial tal qual o nome eu não sei, cujo o apelido é Zezé, eu pedi que ele ligasse para a delegacia e me dissesse do que se tratava, o motivo pelo qual a delegada queria me ver, ele foi informado de que era para eu comparecer na delegacia ainda naquela noite. Sempre que eu falava com o Macarrão ele dizia que não era nada grave, que nada grave havia acontecido, mas comecei a desconfiar que tinha algo errado no ar, pela agitação e pelas ligações contínuas. Daí então ele me pediu que se perguntassem pela criança, que era para eu negar a existência do bebê. 

Ao chegar na delegacia, fui indagada em relação ao bebê. E a princípio neguei o seu paradeiro, mas após conversar com a delegada, e ao saber de certa forma o que supostamente teria acontecido com a mãe da criança (Eliza), que a possibilidade do bebê estar correndo risco de vida era muito grande. Foi no momento em que me preocupei com a situação e revelei que a criança estava realmente comigo, mas a pedido do Macarrão eu tinha entregado o bebê ao Coxinha e ao Flávio, no momento em que ele pediu para tirar o bebe da casa da minha mãe. Ele manteve contato direto com o Coxinha. Revelei então que eles sabiam ao certo o paradeiro do bebê. Temi o que poderia acontecer com ele (o bebê) diante do que a delegada me relatou. 

Nesta mesma noite do dia 25 para o dia 26, creio que o senhor tenha conhecimento de que me foi dado voz de prisão e não tive mais nenhum contato com o Bruno Souza, somente com o Macarrão. Fui liberada na tarde do dia 26.06.10 e me dirigi de volta a casa da minha mãe, quando cheguei lá minhas filhas tinham ido até a casa da avó paterna, segui então até lá, sai quando que ao encontrar o Sérgio ele disse que se na noite do “dia 10 de junho eu não tivesse aceitado olhar o bebê, a essa hora a criança poderia estar morta porque a intenção do Macarrão era eliminar mãe e filho. 

Da minha parte não sei se foi sorte ou permição de Deus, pressentimento ou instinto materno, só Deus sabe.
Bruno Samudio não ocupa o lugar de Eliza e nem preenche o vazio deixado por ela, mas um pedaço dela permaneceu entre os que a amam. 

Muitos dizem que eu estava no lugar errado, na hora errada, mas eu talvez eu estava sim no lugar errado, mas na hora certa. Saber que (o nome da criança foi omitido) está bem para mim é um alento. [...] digo isso porque sou mãe e estou sentido na pele a falta das minhas filhas, mais deus não vai permitir que pese em meus ombros algo que não fiz, ter cuidado de Bruno Samudio foi o erro mais acertado e é a Deus que agradeço o fato de hoje ter fôlego de vida. 

Queria esclarecer algo a Vossa Senhoria, não tenho motivo para esconder e nem defender ninguém, talvez o senhor possa ter acreditar, mas o nome do bebe foi mudado oralmente apenas, e o motivo que o Bruno Souza, pai da criança, não admitia em hipótese alguma o fato do nome dele ter sido dado a criança, e foi ele mesmo quem atribuiu o nome Ryan à criança. Não com a intenção de tirar a ligação do bebê à mãe, mas sim por pura antipatia ele não possui nenhum documento com esse nome, não que eu não saiba, uma vez que ele havia sido mudando oralmente. 

Se acaso o senhor necessitar de algo que me caiba, estou disposta a colaborar, mas a partir desse momento, peço encarecidamente que zelem pela vida e pela integridade física das minhas filhas e de meus familiares. Temo pela vida e pela segurança de minhas filhas, elas são tudo o que tenho, e o único motivo pelo qual ainda me mantém de pé é do meu amor por elas que tiro forças para me manter de pé diante a tantas provações (...). 

Desde já agradeço a vossa compreensão, e que não a nossa vontade, mas a de Deus porque é a vontade dele que mais me importa e que mais desejo. 

Muito obrigado
Dayane Rodrigues do Carmo Souza" 
 


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