Defesa de suspeito no caso Eliza instruiu cliente a não falar
Luiz Henrique Romão, o Macarrão, deixou o Departamento de Investigações de Belo Horizonte por volta das 16h30 desta sexta-feira (16) após interrogatório da polícia.
Ele foi instruído por seu advogado a não responder a perguntas da polícia. O amigo do goleiro suspenso do Flamengo Bruno Fernandes chegou ao local, às 12h45, sob um forte esquema de segurança. Ele usava o uniforme laranja da Suape (Superintendência de Administração Penitenciária) de Minas Gerais.
Esta é a segunda vez que o policial é interrogado desde que foi detido, no início do mês. No primeiro depoimento, ele também permaneceu calado. Macarrão está preso na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Além de Macarrão, a polícia mineira interrogou nesta sexta a ex-mulher de Bruno Dayanne Rodrigues do Carmo Souza. Ela também não respondeu às perguntas da polícia. Frederico Franco, que trabalha com Ércio Quaresma na defesa de seis suspeitos de envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio, já havia dito, no início desta manhã, que sua cliente ficaria calada durante o interrogatório.
- Ela permanecerá calada. Não vai falar absolutamente nada.
O defensor contou que aconselhou Dayanne a não cooperar porque, apesar de já ter acesso ao inquérito, o advogado não recebeu ainda cópia de laudos do caso, como os do sigilo telefônico.
Sobre a negativa do pedido de suspensão da prisão de seis dos suspeitos pela Justiça, Franco disse que a defesa ainda não foi comunicada oficialmente. Quando isso ocorrer, os advogados devem entrar com recurso junto ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).