A mãe do menor envolvido no caso do desaparecimento da Eliza Samudio, em junho deste ano, disse em depoimento na tarde desta quarta-feira (20), em Belo Horizonte (MG), que o filho sofreu pressão por parte de policiais para relatar como a jovem teria sido assassinada. Ela também afirmou que o tio do jovem, que revelou todo o esquema à polícia, teria recebido uma suposta recompensa de R$ 50 mil oferecida para quem soubesse do paradeiro da vítima.
Dois policiais civis que atenderam denúncias sobre corpos encontrados também participaram da audiência no Fórum Lafayette. Eles afirmaram que não foi achado nenhum indício que confirmasse as denúncias.
Durante esta quarta-feira, foram ouvidas oito testemunhas de defesa dos acusados do desaparecimento da modelo Eliza Samudio. A audiência começou por volta das 13h30 e foi presidida pelo juiz titular da Vara de Precatórias Criminais de Belo Horizonte, Marco Aurelio Ferenzini.
Um casal de amigos de ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola compareceu à audiência. Eles foram bastante questionados pela defesa de Bruno e disseram que sabiam do adestramento de cães da raça rottwailler feito pelo acusado. O casal também contou que os animais eram obedientes aos comandos de Santos.
Todos os depoimentos serão anexados ao processo que está em andamento na comarca de Contagem. Nesta quinta-feira (21), uma nova audiência sobre o caso do desaparecimento de Elisa Samudio está marcada para começar às 13h, no Fórum de Vespasiano. A previsão é de que sejam ouvidas mais quatro testemunhas de defesa de Bola e de Dayanne Souza, ex-mulher de Bruno.