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publicado em 23/07/2010 às 10h59:

Mãe e filha de ex-policial suspeito de matar
Eliza prestam depoimento em Belo Horizonte

Mulheres foram convocadas pelo delegado que investiga o caso

Ana Letícia Leão, enviada do R7 a Belo Horizonte

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A mãe e uma das filhas do ex-policial civil Marcos Aparecidos dos Santos, o Bola, chegaram à sede da Divisão de Investigações, em Belo Horizonte (MG), por volta das 10h30 desta sexta-feira (23). As duas foram intimadas a depor. 

Mãe e filha chegaram ao local acompanhadas pelo advogado Zanone Manuel de Oliveira, que faz a defesa de Bola. A mãe chegou com a cabeça baixa e colocou a mão no rosto. Nenhuma das duas falou com os jornalistas que estão em frente à sede da Divisão de Investigações.

Por telefone, a reportagem do R7 conversou com outra filha de Bola, Greyce Kelly. Ela disse que apenas as duas foram intimadas e que sua mãe está “apavorada”.

- Isso não é legal para nossa família. 

Cachorros

A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que os exames nos cachorros de Bola foram feitos na quinta-feira (22). Peritos do IC (Instituto de Criminalística) realizaram a análise no Centro de Zoonozes de Belo Horizonte, na região norte da cidade, entre as 15h e as 17h da quinta.

A polícia investiga se os animais comeram partes do corpo de Eliza Samudio. Há a suspeita de que Bola tenha matado, esquartejado e dado partes do corpo da ex-amante de Bruno para os cães.

De acordo com o veterinário Fernando Pinheiros, consultado pela polícia sobre os exames que poderiam ser feitos nos animais, foi feita uma raspagem nos pelos do focinho e das patas dos cães para aplicar o luminol, material que identifica manchas de sangue. O veterinário afirmou que essas partes dos cães foram escolhidas porque são onde o cachorro mais se lambuza com sangue quando come carne. 

Questionado se não havia se passado muito tempo após a suposta morte de Eliza Samudio para a realização do exame, Pinheiro disse que não há problemas.

- O exame com luminol pode ser feito até dois anos [após o incidente] que ainda detecta [sangue].

A polícia não informou a data em que saíra o resultado dos exames.

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