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publicado em 04/02/2010 às 02h56:

Maníaco em BH: polícia monitora suspeitos 24 horas

Assassino em série procura mulheres magras, morenas de cabelos compridos

Do R7, com jornal Hoje em Dia

O delegado Frederico Razzo Lopes Abelha, que lidera as investigações sobre o assassino em série, um grupo restrito de suspeitos que mora no Bairro Industrial, em Contagem, é monitorado 24 horas por agentes da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil para descobrir se algum é o maníaco que pode ter vitimado cinco mulheres em 2009.

Eles foram selecionados por atitudes suspeitas denunciadas por mulheres da região e também com base em um retrato falado produzido pela provável única testemunha ocular de um dos crimes. Essa pessoa teria visto um homem suspeito rondando o carro abandonado de uma das mulheres mortas e depois sumido.

Segundo o delegado, era madrugada quando essa testemunha, passava por uma rua e viu um desconhecido deixando o local onde o automóvel fora abandonado com uma vítima. A princípio, de acordo com o policial, ele estava muito amedrontado e não quis falar e até mentiu dizendo não saber de nada.
- Só que ele comentou com uma pessoa que trabalhava ali próximo: ‘Vi um cara olhando o carro lá’ -, conta Abelha. Houve, então, um longo trabalho de convencimento dessa testemunha ocular para que fizesse uma descrição, com a condição de não ser mais procurada e de sua identidade ser mantida em sigilo.
 
O delegado, contudo, não descarta o fato de a pessoa retratada por essa testemunha não ser um assassino, mas, sim, um curioso que averiguava o automóvel.
- Ele não se lembra do horário exato em que viu esse homem rondando a cena do crime. Por isso, não vamos divulgar o retrato falado, pois pode não ser o criminoso.
Ainda de acordo com Abelha, há suspeitos cuja fisionomia lembra a do retrato falado, mas há outros completamente diferentes.
- Um dos suspeitos mais fortes é completamente diferente do descrito pelo retrato falado. É um homem que tem passagens na polícia por crimes sexuais e que teve também denúncias de mulheres da área contra ele, por esse comportamento -, disse.
 
A ação do maníaco do Industrial foi confirmada em três estupros seguidos de homicídios por estrangulamentos. Os exames de DNA que detectaram a ação de um mesmo homem nesses casos. As vítimas são a empresária Ana Carolina Menezes Assunção, 27 anos, Maria Helena Aguilar, 48 anos, e a contadora Edna Cordeiro de Oliveira Freitas, 35 anos. A polícia ainda investiga se a morte da comerciante Adina Feitor Porto, 34 anos, que foi atacada em 27 de janeiro de 2009, no Lindeia, Região do Barreiro, e o desaparecimento da estudante de direito da PUC Betim, Natália Cristina de Almeida Paiva, 27 anos, também seriam ações ligadas ao assassino serial.
Perfil 

De acordo com a polícia, o maníaco procura mulheres magras, morenas de cabelos compridos e que estejam dirigindo seus automóveis desacompanhadas de adultos. O fato de os celulares delas serem os únicos objetos desaparecidos pode indicar uma assinatura do criminoso, bem como uma forma de eliminar o único objeto que a polícia pode rastrear. As impressões digitais encontradas nos veículos também não levaram a nenhum prisioneiro ou homem com passagem policial.
 
Os investigadores do serial killer trabalham com a hipótese de que ele matava as vítimas antes de estuprá-las. De acordo com uma fonte da Polícia Civil, os exames indicam que ele vestia as mulheres depois da violência sexual. Desde novembro, uma força-tarefa está investigando o caso e quatro suspeitos tinham sido identificados, entre homens livres e prisioneiros. No entanto, todos eles foram descartados após o cruzamento de dados.
Um dos poucos registros de suas ações foi uma fotografia tirada por um radar instalado em Contagem, por onde ele passou dirigindo o carro de Edna Cordeiro acima da velocidade permitida. Ela foi encontrada morta no Bairro Jardim Canadá, no começo da noite de 11 de novembro do ano passado.
 
O suspeito estava ao volante do carro da contadora, por volta da 1h40 da madrugada do dia 12, depois que ele abandonou o corpo da mulher no Jardim Canadá, em Nova Lima, e estava levando o veículo em direção a Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O carro foi descoberto na manhã seguinte, abandonado em uma rua do Bairro Industrial, em Contagem. A foto, porém, só registrou a parte traseira do veículo.
 
O irmão de Edna Cordeiro de Oliveira Freitas, Hebert Freitas, defendeu que a imprensa deve publicar todas as notícias sobre esses crimes.
- Porque a população tem que saber o que está acontecendo e para que as pessoas fiquem precavidas, principalmente mulheres que estudam ou trabalham à noite, na região, que têm costume de dirigir seus veículos sem acompanhantes.
 
Ele se disse insatisfeito com o fato de a Polícia Civil e Polícia Militar não fazerem nenhum contato com as famílias das vítimas para, segundo ele, “pelo menos avisarem que as investigações continuam”.
- Por isto eu acho que a única chance de a população colaborar com a polícia é acompanhando os noticiários da imprensa. A minha irmã, Edna, era uma pessoa muito boa e nunca havia demonstrado ou falado sobre alguma ameaça ou se estava sendo seguida por alguém.
 
 
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