27 de Maio de 2012
Ana Alice foi assassinada a facadas e Djalma Brugnara, em um motel, no mesmo dia
Ana Alice Moreira de Melo tinha 35 anos e dois filhos. Era casada com Djalma Brugnara Veloso, de 50.
Na madrugada de quinta-feira (2), Ana Alice foi morta a facadas dentro de casa, em Nova Lima (MG), região metropolitana de Belo Horizonte. A polícia tinha apontado Djalma como o principal suspeito.
Dezoito horas depois, ele acabou encontrado morto em um motel próximo à casa onde ele e a família viviam.
Ana Alice era procuradora federal e Djalma, empresário. O casal tinha uma vida confortável, sem dificuldades financeiras. Os dois viviam há pelo menos setes anos em um condomínio fechado, cercado por verde, numa região em que há mansões milionárias.
Às 20h30 da noite de quarta-feira (1º), o empresário chegou ao condomínio. Para a portaria, era apenas mais uma volta pra casa depois de mais dia de trabalho. Ninguém podia imaginar que o casal estava em processo de separação que levaria a uma tragédia horas depois.
A babá Girlene Fasdor, de 34 anos, estava em casa e contou à polícia o que aconteceu naquela noite.
Ao chegar em casa, Djalma encontrou a mulher, os dois filhos e a babá. O casal começou a discutir. Assustada com os gritos, a babá se trancou no banheiro com as duas crianças. Quando o barulho acabou, ela foi até o quarto do casal e encontrou a procuradora morta sobre a cama cheia de sangue.
De acordo com a polícia, Ana Alice foi morta por volta das 4hs da manhã. Câmeras de segurança do condomínio mostram o carro do empresário deixando o local 49 minutos depois.
No dia 24 de janeiro a procuradora tinha ido à delegacia para denunciar o marido por ameaça de morte e agressão verbal. Ao saber que a mulher procurou a policia, o empresário ficou muito nervoso.
Testemunhas revelaram que, em uma das ultimas discussões, ele chegou a quebrar um celular e um computador e depois, aos berros, agarrou Analice pelos braços./
Ana Alice contou para a delegada Renata Fagundes que estava assustada com o comportamento do marido de um ano para cá. Segundo o depoimento dela, ele vinha se apresentando mais truculento e meio nervoso. No boletim de ocorrência, consta que ela teria sido ameaçada de morte.
Por tudo isso, Djalma sempre foi o maior suspeito do assassinato da procuradora.
A delegada orientou Ana Alice a pedir proteção. A procuradora também fez uma representação criminal contra o marido no poder Judiciário. Requereu e o juiz da cidade deferiu medidas de proteção. já havia pedido proteção da justiça contra as ameaças de morte que recebia do marido. O documento que ordenava que o homem se afastasse do lar foi assinado no dia 1º de fevereiro, às 18h30. A secretaria do fórum já estava fechada e a ordem judicial não chegou a ser divulgada. Horas depois, Ana Alice estava morta.
Na madrugada do crime, Djalma pegou uma estrada que vai para Belo Horizonte. Rodou dez km até chegar ao motel. Câmeras de segurança mostram que o carro passa pela portaria. Ela vai até a suíte 16. Dezoito horas depois, é encontrado morto. Ao lado do corpo do empresário havia uma faca. A perícia quer saber se havia outro tipo de sangue na arma para descobrir, por meio de exames de DNA, se foi a mesma usada para matar a procuradora.
Veja a reportagem abaixo no vídeo abaixo do Domingo Espetacular
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