27 de Maio de 2012
Defesa da mulher disse que ela foi pressionada a confessar o crime
A defesa da merendeira suspeita de colocar veneno de rato em almoço servido em uma escola da zona sul de Porto Alegre disse que entrará na noite deste sábado (6) com um pedido de relaxamento de prisão. De acordo com o advogado Leandro Pereira, a suspeita foi coagida a assinar o seu depoimento e que ela não teria lido o documento.
O advogado afirmou, no entanto, que se a Justiça não aceitar o pedido até segunda-feira (8), a mulher deve se apresentar para o promotor. Pereira afirmou que sua cliente não confia mais na Polícia Civil.
Desde o início da manhã deste sábado, a suspeita foi procurada pela polícia. A Justiça decretou sua prisão preventiva durante a madrugada. O delegado Cléber Lima disse que ela é considerada foragida e não quis comentar as acusações do advogado.
A merendeira havia sido contratada, em caráter emergencial, para trabalhar na escola há três semanas e foi uma das pessoas hospitalizadas após comer a refeição envenenada. O delegado vai indiciá-la por tentativa de homicídio doloso (quando há intenção de matar). Após o depoimento, ela foi liberada. A Secretaria Estadual de Educação define na segunda a data do retorno das aulas.
O caso
Durante a refeição, 39 alunos, funcionários e professores da Escola de Ensino Fundamental Pacheco Prates foram levados para o hospital da região na última quinta-feira (4), depois que uma professora desconfiou de grânulos de cor rosa na comida do almoço. Algumas pessoas reclamaram de mal-estar e dores de cabeça e barriga.
A titular da Delegacia de Polícia Volante, delegada Clarissa Demartini, informou que foram encontrados pequenos sacos contendo um aparente veneno de rato e uma tesoura na cozinha da instituição. Na sexta-feira, a delegada confirmou que a substância é um raticida.
Segundo o setor de pediatria do hospital da Lomba do Pinheiro, o produto pode alterar a coagulação do sangue, gerando sangramentos de diversos níveis de gravidade.
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