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publicado em 05/08/2010 às 12h39:

Ministério Público descarta formação de
quadrilha no caso Eliza em denúncia à Justiça

Gustavo Fantini diz que não há provas da união do grupo para cometer vários crimes

Do R7

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O Ministério Público de Minas Gerais não denunciou por formação de quadrilha os nove envolvidos na morte de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes. A denúncia, enviada para a imprensa na manhã desta quinta-feira (5), mostra que o goleiro, Dayanne Souza, sua ex-mulher, Luis Henrique Romão, o Macarrão, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, Sérgio Rosa Sales, o Camelo, Elenilson Vitor da Silva, Wemerson Souza, o Coxinha, Flávio Caetano Araújo e Fernanda Gomes Castro foram denunciados por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor.

Segundo o promotor Gustavo Fantini, formação de quadrilha foi retirada da denúncia porque não há provas de que o grupo se juntava para cometer vários crimes. A Justiça decretou a prisão preventiva de Bruno e dos outros oito suspeitos de participar do desaparecimento de Eliza Samudio. A informação foi confirmada na manhã desta quinta-feira (5) pelo promotor.

A prisão foi solicitada na quarta-feira (4) pela promotoria, que a encaminhou à Justiça juntamente com a denúncia contra o grupo. Bruno e outros sete suspeitos estão detidos desde o início de julho, quando tiveram a prisão temporária decretada. O prazo da temporária termina nesta quinta-feira. Caso a Justiça não tivesse decretado a preventiva, o grupo poderia ser solto na sexta-feira (6). 

O advogado Ércio Quaresma, que defende o goleiro Bruno e outros sete suspeitos, disse a reportagem do R7 na manhã desta quinta-feira que não tinha ciência da decisão da Justiça e que soube da determinação pela imprensa. 

- Sei de tudo por último. A defesa está como marido traído. Pretendemos recorrer a todas as instâncias do poder judiciário. Primeiro ao Tribunal de Justiça, depois ao Superior Tribunal de Justiça e, se for necessário, ao Supremo Tribunal Federal, mas não acredito que seja necessário.

Para o Ministério Público, a soma de todas as provas periciais, docimentais e os epoimentos são suficientes para demonstrar a materialidade do crime.

 

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