27 de Maio de 2012
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Boatos e casos concretos de arrastões criam clima de insegurança na capital baiana
Salvador registra 17 homicídios nesta sexta-feira
Prefeitura reforça segurança após ataques
Nesta quinta-feira (2), a cidade foi palco de arrastões e trânsito caótico. De acordo com relato de moradores, policiais encapuzados pararam ônibus e levaram as chaves embora. Na avenida Paralela, um dos principais eixos viários da cidade, dois ônibus atravessados fechavam as faixas, permitindo a passagem de apenas um carro por vez, gerando filas que causaram lentidão em toda a cidade.
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Um funcionário público de 31 anos morador que não quis se identificar afirmou que seu bairro, Itapuã, ficou deserto.
- Estava todo mundo em casa, ninguém saía. As pessoas só queriam chegar do trabalho correndo e se trancar em casa. (...) Não precisei sair a noite, mas se tivesse ia deixar para fazer as coisas no outro dia, porque não vale a pena o risco.
O funcionário público diz não ter presenciado situações críticas de violência, mas que ouviu diversos relatos de conhecidos. Ele afirma que a falta de informações concretas sobre o que está acontecendo possibilita o surgimento de boatos que aumentam o clima de insegurança.
- As autoridades dizem que não há greve, mas aí a gente não sabe se isso é verdade ou se é uma medida para dissuadir o ladrão de roubar.
Uma recepcionista de 27 anos moradora do bairo de Sussuarana que também não quis ter seu nome divulgado afirmou que sua mãe colocou cadeados na porta para que elas passem o fim de semana trancadas do lado de dentro.
- Não saio. Hoje fui trabalhar porque não teve jeito, mas estou saindo mais cedo. Ontem quando cheguei em casa as 17h já estava tudo fechado, todos os comércios, não tinha ninguém na rua.
Dezessete pessoas foram assassinadas em Salvador e região metropolitana nesta sexta-feira (3) em cerca de cinco horas. Os crimes aconteceram das 1h45 às 6h41. No mês de dezembro de 2011, a taxa média por dia de homicídios foi quatro vezes menor, de 3,6.
Um grupo de 150 homens da Força Nacional de Segurança foram deslocados para a cidade para reforçar o policiamento e a conter a onda de violência.
A expectativa é de que mais 500 militares da Força Nacional e do Exército cheguem à Bahia ao longo do dia para serem enviados ao interior do Estado.
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