Segundo delegado de Minas Gerais, primo de Bruno disse que ele esteve com a ex-amante
De acordo com o relato feito por Camelo, ao contrário do que vinha sendo dito até agora, quatro pessoas estiveram com Eliza e o filho dela – então com quatro meses – no sítio do jogador em Minas Gerais no início de junho: Bruno, Macarrão, o primo adolescente de Bruno de 17 anos, e Sérgio Rosa Salles Camelo.
No dia 9 de junho, Bruno, Macarrão e o adolescente teriam saído com Eliza e com a criança para Belo Horizonte, com o pretexto de que iriam deixá-la em um apartamento alugado por Bruno para ela. Camelo disse que ficou no sítio esperando pelo grupo. Na volta, os três retornaram apenas com a mala da ex-amante de Bruno e teriam ateado fogo à bagagem próximo à cisterna do sítio.
Nesse ponto, ainda de acordo com o delegado, o depoimento de Camelo contradiz ao dado pelo adolescente na manhã da quarta-feira, uma vez que o menor teria contado que Camelo também deixou o sítio com o grupo. Apesar disso, para Edson Moreira, os pontos em comum entre os dois depoimentos são tantos que eles indicam como o crime de fato ocorreu.
Para o delegado o crime foi “planejado e friamente executado”. Moreira afirmou que, com base nos depoimentos, mesmo que o corpo de Eliza não seja encontrado, a materialidade já está “indiretamente comprovada”.
Neném
Moreira disse ainda que o responsável pela morte, esquartejamento e desaparecimento do corpo de Eliza Samudio foi Marcos Aparecido dos Santos, vulgo Bola, Paulista ou Neném. Durante a entrevista, o delegado anunciou que vai pedir a prisão temporária dele.
Segundo o delegado, Santos tem alguns antecedentes criminais e saberia treinar cachorros, tendo como “fazer as coisas” (falou em referência ao depoimento dado pelo primo adolescente de Bruno de que o corpo de Eliza teria sido dado para cachorros comerem). Durante a entrevista, os policiais divulgaram a foto do suspeito.