A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) vai reforçar os apelos feitos pelos pais dos seis
adolescentes desaparecidos em Luziânia (GO) junto ao Ministério da Justiça para que a PF (Polícia Federal) atue nas investigações sobre o sumiço dos jovens.
Na terça-feira (9), o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, deve se reunir com o ministro da Justiça, Tarso Genro, para pedir que agentes da PF ajudem nas investigações. O intuito é o de descobrir o paradeiro dos adolescentes. O sumiço dos jovens abalou os moradores da cidade de Luziânia desde que o primeiro jovem saiu de casa e não voltou, há 37 dias.
Os pais dos jovens disseram que eles não se conheciam, nem frequentavam a mesma escola ou igreja. A Polícia Civil de Goiás investiga o caso, mas os pais dos desaparecidos afirmam estar desesperados e descontentes com a falta de solução do caso. A Polícia Civil de Goiás afirmou que a situação está sob controle e fez um apelo para que a população evite pânico.
As mães dos desaparecidos também recorreram à Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), prometeu encaminhar o ofício à Secretaria de Segurança Pública de Goiás solicitando que o órgão aceitasse a ajuda dos agentes federais nas investigações. Na Casa, a comissão criada para investigar o sumiço dos jovens terá apoio do setor de inteligência da PF para tentar avançar nas apurações.
Em reunião com as mães das crianças desaparecidas, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, informou às famílias que a Polícia Federal só poderá entrar no caso se a Secretaria de Segurança Pública de Goiás fizer pedido formal de ajuda.
Sumiço - O primeiro a desaparecer, em 30 de dezembro de 2009, foi Diego Alves Rodrigues, de 13 anos. Pouco antes das 10h, ele saiu de casa no bairro Estrela Dalva, onde mora a maioria das vítimas, para ir a uma oficina de carros, e não foi mais visto. No dia 4 de janeiro deste ano, no mesmo horário, foi a vez de Paulo Victor Vieira de Azevedo Lima, de 16 anos, desaparecer. George Rabelo dos Santos, de 17 anos, sumiu no dia 10. Três dias depois, foi a vez de Divino Luiz Lopes da Silva, de 16 anos, desaparecer da porta de casa depois do café da manhã.
No dia 18, Flávio Augusto Fernandes dos Santos, de 14 anos, foi visitar um amigo e não voltou. O sexto desaparecimento ocorreu no dia 22 de janeiro. Ajudante de serralheiro, Márcio Luiz de Souza Lopes, de 19 anos, saiu do trabalho para consertar a bicicleta no começo da tarde e, desde então, não mais foi visto.