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27 de Maio de 2012

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publicado em 11/02/2012 às 15h59:

Oficiais da PM e Bombeiros vão aderir
à movimento de greve no DF

Movimento conjunto de reivindicação será dia 15, quarta-feira

Marina Marquez, do R7, em Brasília, com TV Record e Agência Brasil

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Os oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal decidiram, em assembléia na tarde deste sábado (11), aderir ao movimento de greve dos PMs e bombeiros. Segundo nota divulgada pela associação dos oficiais, a adesão será na próxima quarta-feira (15), quando está marcado um "movimento reinvindicatório" na Praça do Relógio, em Taguatinga.

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De acordo com a nota, serão respeitadosos limites constitucionais e legais durante o movimento e a pauta de reivindicações inclui a abertura de um canal de negociação permanente com o governo, além de equiparação salarial com outros órgãos de segurança e reestruturação da carreira.

Segundo o presidente da Associação dos Oficiais do Corpo de Bombeiros Militares do Distrito Federal, Sérgio Aboud, por enquanto os oficiais não pensam em greve total e a mobilização não tem relação com o movimento grevista iniciado em outros estados. Ele também nega que se trate de pressão pela aprovação da PEC 300, que estabelece um piso nacional para policiais militares e bombeiros.

- Mas ela realmente seria necessária. O policial ganha pouco e aí vai atrás de complemento que quem paga é o crime organizado. Hoje no DF não tem isso, mas é isso que o governo quer? Quer polícia subsidiada pelo crime organizado?“Decidimos que vamos apoiar o movimento no dia 15 de forma ordeira e sem afrontar a ordem e a segurança pública. Dependendo do que acontecer lá [na assembleia], vamos ver que rumo tomar.

O presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal, Sérgio Souza, disse que a categoria está insatisfeita com a falta de abertura do governo para discutir propostas.

- Queremos salário digno, pois estamos há quatro anos sem ajuste, e reestruturação da carreira porque hoje existe uma anomalia da estagnação nos níveis hierárquicos superiores.

Os oficiais preferem não falar em porcentagens de reajuste, mas sim em equiparação de salário com a Polícia Civil do DF. Segundo Aboud, dos bombeiros do DF, hoje o salário do coronel da PM de Brasília (o topo da carreira) chega a R$ 15 mil, enquanto um delegado da Polícia Civil em fim de carreira recebe cerca de R$ 20 mil. Outra comparação citada por ele é quanto ao salário recebido por um tenente (R$ 7 mil) e por um delegado em início de carreira (R$ 13 mil).

Os oficiais também dizem que sabem das restrições de Orçamento para este ano, por isso a ideia é que os reajustes sejam feitos nos próximos dois anos. Os líderes sindicais alegam ainda que os encontros com a Secretaria de Segurança pública do DF não vem surtindo efeito e que, por isso, querem um canal direto com o governador.

De acordo com o porta-voz do governo do Distrito Federal, Ugo Braga, a pressão por aumento é uma questão política, incitada por militares ligados à oposição de governo.

- Os policiais militares e bombeiros do DF têm os melhores salários do país, os outros estados estão fazendo movimento para igualar ao que se ganha aqui. Além disso, regularizamos a situação das promoções, que estavam bloqueadas, e investimos em equipamentos em instalações, melhorando as condições de trabalho.

Segundo o porta-voz, os policiais estão sendo recebidos pelo governo e só não há discussões sobre aumento a partir de 2013 porque a própria categoria não apresentou qualquer proposta nesse sentido.

Paralisação no 190 e 193

Neste sábado, os atendentes terceirizados do serviço 190 e 193, telefones de emergência da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, também decidiram continuar a paralisação dos serviços. A decisão foi em assembleia, em protesto para que a empresa Fiança pague os salários atrasados e os vales-transporte. Segundo os funcionários, sempre ocorrem atrasos no pagamento dos salários.

De acordo com o subsecretário de Operações da Secretaria de Segurança Pública, coronel Joziel Freire, a empresa já foi notificada pelo governo e se comprometeu a quitar os débitos trabalhistas até o fim do dia.

Dos 30 servidores necessários para atender cada turno, apenas 10 estão trabalhando. O grupo afirmou que caso o salário caia na conta, existe a possibilidade de eles retomarem as atividades. Neste sábado os atendentes voltam a se reunir em assembleia para decidir se continuam ou não a paralisação.

 

 
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