27 de Maio de 2012
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Assembleia decide manter categoria fora do movimento grevista que dura 11 dias
Os oficiais da Polícia Militar da Bahia decidiram, no início da madrugada desta sexta-feira (10), não aderir à greve comandada pelos seus subordinados há 11 dias. A decisão veio após uma assembleia de mais de seis horas e pode representar o enfraquecimento do movimento grevista.
Logo após o fim da assembleia, alguns oficiais ficaram revoltados com a decisão, já que muitos defendiam a adesão à greve. Entretanto, o presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado da Bahia, Edmilson Tavares, declarou que “o povo baiano já pagou demais por essa greve orquestrada”.
A aproximação do Carnaval e os últimos acontecimentos da greve fizeram com que a maioria dos oficiais optar por ficar de fora do movimento grevista. A expectativa é que uma assembleia marcada para as 12h desta sexta-feira possa pôr fim à greve na Bahia.
Apesar de não concordarem com os rumos da greve, os oficiais esperam manter o canal de discussão aberto quando o assunto são as questões salariais e outros benefícios. Segundo Tavares, a meta é voltar a discutir o assunto com o governo baiano assim que termine o Carnaval.
A decisão dos oficiais baianos veio antes do anúncio da paralisação dos PMs e bombeiros no Rio de Janeiro. O presidente da associação dos oficiais da Bahia também vê “orquestração” no movimento fluminense.
Mais cedo, assembleia não chegou a acordo
A assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (9) em Salvador (BA), com entidades que representam a Polícia Militar, acabou sem um acordo para encaminhar ao governo do Estado.
As conversas haviam sido suspensas desde a terça-feira (7), após as partes se reunirem por cerca de sete horas e não chegarem a nenhum acordo.
Quatro entidades representantes dos policiais estão reunidas com os negociadores da Secretaria de Segurança Pública neste momento, no Comando da Polícia Militar, para tentar um acordo sobre o pagamento de gratificações.
Na manhã de quinta-feira (9), logo após deixar o prédio da Assembleia Legislativa, os policiais militares se reuniram e decidiram continuar em greve.
O governo ofereceu o pagamento escalonado das gratificações de atividade policial, a partir de novembro deste ano. A proposta apresentada na terça-feira, que não foi aceita pelos grevistas, previa o pagamento da gratificação até o final de 2013 e outra parte até o fim de 2015.
Os grevistas continuam recusando a proposta. Querem o pagamento em março deste ano e a outra parte em março de 2013. A pressão agora é maior das associações que incluem os oficiais.
O líder do movimento na Assembleia Legislativa, o ex-policial Marco Prisco, foi preso nesta manhã após deixar o prédio. Outro líder grevista Antônio Paulo Angelini também foi preso.
Os dois já tinham prisão decretada. Além deles, três PMS já haviam sido detidos e sete mandados estão em aberto.
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